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Capacitação que transforma: servidores contam como os cursos impactam o atendimento ao cidadão

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Com 39 anos de carreira no Poder Judiciário de Mato Grosso, o gerente administrativo do Fórum da Capital, Claudiomiro Donadon Pereira, continua buscando capacitação como parte da rotina de trabalho. Para ele, a Escola dos Servidores tem papel essencial no aprimoramento contínuo dos profissionais, para os desafios de um Judiciário em constante transformação, com novas tecnologias e formas de trabalho.

“A Escola dos Servidores é uma das ações mais importantes do Poder Judiciário de Mato Grosso em prol dos servidores. Ela possibilita nossa capacitação e nosso aprimoramento no dia a dia, é um presente para quem trabalha aqui. Além disso, oferece uma estrutura primorosa, com salas adequadas e um ambiente confortável para receber as formações. Completei 39 anos no Judiciário e, ao longo desse tempo, participei de várias capacitações. E, à medida que surgirem novas oportunidades, certamente continuarei participando; ainda mais nesse momento em que precisamos nos preparar para desafios como a inteligência artificial, para melhorar cada vez mais a prestação jurisdicional à sociedade”, destacou.

Mulher branca de cabelos escuros ondulados, usando blazer branco. Ela está sentada em uma mesa, gesticulando com a mão direita enquanto fala com alguém fora de foco. Ambiente de escritório moderno.Para a servidora Daiane Sabbag, gestora na 10ª Vara Cível de Cuiabá, a formação constante é essencial para que o servidor se mantenha atualizado e entregue um serviço cada vez melhor ao cidadão.

“A cada curso, a gente amplia habilidades e aumenta a capacidade de contribuir com o Tribunal de Justiça. O Judiciário tem um corpo permanente de servidores que precisa se atualizar sempre. Eu, como parte desse time que atende o jurisdicionado, busco me aprimorar continuamente para melhorar a entrega jurisdicional, a comunicação e o atendimento. Os cursos de formação e aprimoramento ajudam a gente a entregar ao público aquilo que ele espera de uma instituição”, destacou.

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Plano bienal de capacitação

Por meio da Escola dos Servidores, o Judiciário mato-grossense mantém uma programação permanente de cursos e formações, voltada ao desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais e à valorização dos profissionais.

Mulher branca sorridente, com cabelos castanhos ondulados e batom rosa. Veste blazer preto e brincos verdes redondos. Ela segura um microfone com a logo A diretora do Departamento de Planejamento e Estudos da Escola dos Servidores, Ana Carolina Ribeiro da Cunha Ferreira, explica que o plano bienal de capacitação 2025/2026 prevê ações em diversas áreas, como formação técnica, comportamental e interdisciplinar, além de temas estratégicos para a instituição, em alinhamento às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Ao longo do ano, a escola pretende capacitar uma média de três mil servidores. A Escola dos Servidores, assim como a política institucional, se preocupa com o desenvolvimento nas áreas de competência do servidor, para que ele desenvolva determinadas habilidades e também aprimore aquilo que já tem”, afirmou.

Ela também detalha que a montagem das capacitações segue um planejamento estruturado, que considera as demandas apresentadas pelos próprios servidores e as necessidades das áreas.

“No nosso plano de capacitação, a gente já tem um eixo de competência, o tema e o público a ser desenvolvido. Então já tem ali que determinada matéria será realizada por servidores efetivos, por servidores efetivos comissionados ou serão credenciados. Depende do tema que vai ser trabalhado”, explicou.

A diretora reforça que a Escola de Servidores oferece cursos presenciais e também na modalidade de Educação a Distância (EAD), o que amplia o acesso para servidores de todas as comarcas. “O EAD permite que qualquer servidor, de qualquer comarca do Estado, seja capacitado. A gente tem cursos autoinstitucionais abertos para todos”, concluiu.

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Cursos previstos para 2026

Entre as capacitações planejadas para este ano, estão cursos e trilhas voltadas a áreas estratégicas, como:

· Atualizações e Desafios da Lei 14.133/2021

· Assessoria Jurídica em Contratações Públicas

· Formação de Agentes de Contratação, Pregoeiros e Equipe de Apoio

· Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA)

· IntegraServ

· Programa de Saúde Mental

· Certificação em Gestão de Riscos

· Compliance para Lideranças Estratégicas

· Sistema Nacional de Bens – SNGB

· Atos Ordinatórios de Secretaria – Etapa II

· Alta Performance em Liderança com PNL

· Libras básico e intermediário

· Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR)

· Uso do ChatGPT, Claude, Perplexity, Copilot e Gemini (Google Al Studio e Advanced) por profissionais das carreiras jurídicas

· Garagem de Inteligência Artificial

· Família Acolhedora

· Engenharia Social – Proteção de Dados Pessoais e Profissionais

· LexIA – Engenharia de prompts

· Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Processual Civil

· Pós-Graduação Lato Sensu em Direito Constitucional e Administrativo

Para saber mais acesse: https://escoladoservidor.tjmt.jus.br/

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Corrida da Justiça e Cidadania beneficiará Centro Louis Braille e ampliará inclusão em Rondonópolis

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Promover saúde, integração social e, acima de tudo, transformar vidas. Esse é o propósito da 2ª Corrida da Justiça e Cidadania de Rondonópolis, promovida pelo Fórum de Rondonópolis e que neste ano terá como beneficiário o Centro de Reabilitação Louis Braille, instituição que há mais de quatro décadas atua na reabilitação e inclusão de pessoas com deficiência visual. Parte dos recursos a serem arrecadados com as inscrições para a corrida será destinada à instituição.
Fundado em 1983, o Centro Louis Braille atende atualmente cerca de 230 alunos matriculados, com idades que vão de bebês a idosos de até 80 anos. A maioria é oriunda de famílias em situação de vulnerabilidade social. A instituição, sem fins lucrativos, sobrevive com repasses públicos e apoio da sociedade civil organizada, oferecendo atividades que vão desde o ensino do Braille e da informática até música, esportes e orientação para mobilidade com bengala.
Mulher branca de cabelos pretos e longos, vestindo camiseta verde e calça escura, sorri em pé na entrada sob a placa Roxa escrito Centro de Reabilitação Louis Braille, Rondonópolis.A diretora da instituição, Andréia Damasceno Rodrigues destaca que os recursos a serem arrecadados com a corrida serão fundamentais para um projeto prioritário. “Somos uma instituição filantrópica e buscamos parcerias para manter nossos atendimentos. Os recursos da corrida serão destinados à construção de uma sala de fisioterapia, que vai atender crianças, adultos e idosos em reabilitação. É uma necessidade urgente”, afirma.
Corrida alia esporte e solidariedade
Coordenadora do evento e diretora do Fórum do Rondonópolis, a juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni explica que a iniciativa vai além da prática esportiva. “A corrida é totalmente beneficente. Tudo o que é arrecadado, descontados os custos do evento, é destinado a projetos sociais. Este ano escolhemos o Louis Braille pela relevância do trabalho que realiza na cidade”, pontua.
Mulher branca de cabelos longos e castanhos, batom vermelho e blazer vermelho sobre blusa clara. Ao fundo desfocado, uma projeção com texto em português começa com a palavra Correr.A programação inclui novidades. Além da corrida principal, marcada para agosto, haverá a Corrida Kids, voltada para crianças de 2 a 12 anos, com participação inclusive de alunos de projetos sociais. “Nosso objetivo é fortalecer instituições e promover integração entre o Judiciário, forças de segurança e a sociedade”, completa a magistrada.
Histórias que mostram transformação
Para quem vivencia o dia a dia do Centro Louis Braille, o impacto é visível. A dona de casa Sidineia de Quadros de Abreu, mãe do pequeno Bernardo, de 2 anos e 7 meses, relata a evolução do filho após o acompanhamento.
Mulher sorridente segura no colo um menino com tampão no olho esquerdo. Eles estão em uma sala de fisioterapia infantil com tatame colorido, brinquedos, bola de pilates e escada de canto.“Ele nasceu prematuro e teve paralisia cerebral, o que afetou o desenvolvimento, inclusive a visão. Aqui ele faz terapias de estímulos visuais e foi a melhor coisa que aconteceu. O comportamento dele melhorou muito e estamos vendo uma evolução muito boa”, conta emocionada.
Mulher parda sorridente, com cabelos pretos e blusa estampada, está em pé ao lado de um notebook aberto sobre uma bancada branca. Ao fundo, uma sala com computadores e outras pessoas.A trajetória da professora da rede pública do município Leandrina de Oliveira Pereira também evidencia a importância do Centro. Ela perdeu a visão ainda na infância e na adolescência encontrou no Louis Braille o apoio necessário para seguir estudando.
“Eu fiz faculdade e mestrado sem enxergar, sempre com o apoio daqui. Aqui fui alfabetizada em Braille, aprendi informática, faço atividades físicas. Tudo contribuiu para que eu pudesse continuar meus estudos e conquistar minha independência”, relata.
Inclusão que gera autonomia
As atividades oferecidas vão além da reabilitação física. O Centro trabalha a autonomia e a inclusão social dos alunos, ensinando desde o uso de tecnologias assistivas até atividades do cotidiano.
Além do Sistema Braille, o Centro de Reabilitação oferece aulas de Sorobã (instrumento milenar de cálculo manual), Estimulação visual, Atividades de vida diária, Orientação e Mobilidade, Informática Assistiva, Artesanatos, Teatro, Música, Estimulação Precoce, Projeto Horta, Canto e Coral, Atividades Físicas e Jardim Sensorial.
Mulher negra de cabelos grisalhos presos, vestindo camiseta verde com a inscrição Esporte pela Inclusão. Ela está em pé em um caminho de terra cercado por árvores e vegetação.A pensionista Isabel Maria, que convive com baixa visão, participa ativamente do Projeto Horto, que reúne alunos do Louis Braille para promover caminhadas, orientação de mobilidade, qualidade de vida e inclusão.
“Aqui a gente aprende, se desenvolve. Eu voltei a estudar e terminei o Ensino Médio. É um lugar que muda a vida da gente. Foi dentro do Projeto Horto que comecei a praticar corrida de rua”, contou Isabel, que já garantiu sua presença na Corrida da Justiça e Cidadania.
Mulher negra de óculos escuros, boné claro e camiseta amarela segura uma bengala guia. Ao fundo, um ônibus amarelo com imagens de pessoas e a inscrição Centro de Reabilitação Louis Braille.Aluna há mais de 10 anos do Centro de Reabilitação, a pensionista Edite Nascimento também ressalta os benefícios. “Aqui a gente faz caminhada, academia, encontra amigos. É saúde e alegria. O Louis Braille nos dá independência e vontade de viver”, comemora.
Fortalecimento do Esporte
A programação deste ano contará ainda com a realização da 1ª Corrida Kids da Justiça e Cidadania, marcada para o dia 15 de agosto, com expectativa de reunir 250 crianças e adolescentes entre 2 e 12 anos. Parte das vagas será destinada gratuitamente a crianças em situação de vulnerabilidade social atendidas por projetos sociais do município.
Já a 2ª Corrida da Justiça e Cidadania será realizada no dia 16 de agosto e deve reunir cerca de 800 corredores e mais de mil participantes. A prova contará com as categorias Geral, Morador de Rua, Servidor do Fórum de Rondonópolis e Servidor dos Órgãos de Segurança Pública.
As inscrições seguem abertas e podem ser feitas de forma on-line pelo site da Acrono Esportes, até o preenchimento do limite técnico de vagas disponibilizadas para esta edição.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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