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Threads: mais de 200 links suspeitos usam como isca a nova rede social

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Instagram e Threads
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No último dia 5 de julho, uma nova rede social foi lançada: a Threads . A expectativa da chegada dela era tanta, que no mesmo dia a competição entre as plataformas de mensagens curtas chegou ao trending topics (temas mais comentados). E como não podia ser diferente, qualquer tema popular acaba virando isca para golpes online. Um monitoramento de registros de endereços online da Kaspersky identificou mais de 200 link suspeitos em 24 horas de mapeamento.

Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, cita que essa reação do cibercirme é similar ao comportamento verificado no surgimento dos golpes usando como isco o lançamento do PIX no Brasil. “O Brasil é o terceiro maior consumidor de redes sociais do mundo, portanto é natural o surgimento de golpes. Os criminosos não são reconhecidos por sua ética, então usam qualquer artifício para chegar ao seu objetivo – e o mais comum é a monetização, ou seja, roubar as vítimas.”

Entre os links suspeitos, há potenciais golpes que visam a venda de seguidores para a nova rede social e mensagens de phishing para roubar logins e senhas. Lembrando que o registro de um endereço de internet é o primeiro passo para um esquema fraudulento, que pode ser um golpe de phishing ou para infectar o dispositivo com um malware. Entre os endereços suspeitos identificados pela Kaspersky estão:

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comprarseguidoresthreads .net

login-threads. com

login-threads .net
https:///threadslucrativo .store (confirmado como golpe) threadscoin .world https:///threads-coin .net

Ao analisar esses endereços suspeitos, a equipe de investigação da Kaspersky já conseguiu confirmar o primeiro golpe em português. Neste esquema fraudulento, os criminosos oferecem um salário de R$ 12 mil para as pessoas curtirem e comentarem os posts na nova rede social se a vítima comprar a licença do app “Threads Lucrativo”, que é oferecido por R$ 147 – e há indícios que este golpe está em circulação desde o último dia 7 de julho.

O esquema descrito acima é o mesmo usado pelo Golpe da Shein reportado pela empresa recentemente. “É importante destacar que essas promessas são golpes que usam o nome da rede social! Caso alguém aceite a extorsão, perderá o dinheiro e não receberá dinheiro nenhum”, alerta Assolini.

Os especialistas da Kaspersky ao redor do mundo também encontraram golpes explorando o tema. Entre alguns exemplos, destacam-se páginas de phishing tentando se passar por uma versão web do Thread.

Para evitar mais vítimas desse golpe, a Kaspersky recomenda:

  • Cuidado ao baixar um programa, especialmente se for de um site não oficial. Priorize sempre as páginas oficiais de quem criou o programa ou as lojas oficiais da Google e Apple.
  • Desconfie de mensagens oferecendo salários altos, descontos elevados ou ofertas “grátis”. Esses são as promessas mais comuns em golpes online.
  • Verifique o endereço do site. Preste atenção se há erros gramaticais ou o uso de termos genéricos. Sites oficiais sempre iniciarão com o nome da instituição. A ausência do nome é sempre um alerta de golpe importante.
  • Uma opção mais simples para verificar se o site é fraudulento ou não, é usar o Portal de Inteligência de Ameaças da Kaspersky. Esta versão gratuita permite consultar se um arquivo ou link é maliciosos apenas enviado o arquivo para análise ou copiando e colando o link suspeito no portal.
  • Use senhas fortes e exclusivas para cada uma de suas contas e habilite a autenticação de dois fatores sempre que possível. Para simplificar a gestão das senhas, use uma solução, como o Kaspersky Password Manager, tanto para criar combinações únicas quanto para armazená-las de maneira segura.
  • Tenha sempre um antivírus instalado no seu computador ou celular para se proteger de golpes online. O Kaspersky Premium irá bloquear uma tentativa de acesso a sites falsos ou impedir a instalação de programas maliciosos nos seus dispositivos.
  • Para as empresas: tenha serviços de inteligências (Threat Intelligence) com alertas de novos sites maliciosos (Threat Data Feeds) e bloqueio o acesso a esses sites maliciosos em seu firewall para evitar que funcionários caiam em golpes enquanto estejam conectados na rede corporativas.
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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; entenda

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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira

O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.

Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.

Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.

De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.

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Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.

Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.

Pesquisa feita por cientistas que atuam em Stanford e Berkeley revelou que os modelos de linguagem desenvolvidos pela OpenAI apresentaram alterações significativas em seu desempenho ao longo de alguns meses.

Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.

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O Google liberou semana passada o acesso ao Bard no Brasil . A ferramenta, que concorre diretamente com o ChatGPT, está disponível em 40 idiomas, incluindo o português brasileiro.

O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.

Fonte: Tecnologia

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