A Meta e a Microsoft anunciaram nesta terça-feira (18) uma parceria para disponibilizar o Llama 2, inteligência artificial da Meta, para clientes da Microsoft.
O Llama 2 é a nova geração do modelo de linguagem de código aberto da Meta. O sistema está inserido em um contexto generativo, ou seja, é capaz de gerar respostas a partir de interações com humanos. Este é o mesmo princípio do ChatGPT , da OpenAI, e do Bard , do Google.
Com a parceria, o Llama 2 pode ser usado no Microsoft Azure ou localmente no Windows. A ideia é liberar a novidade para desenvolvedores de empresas, startups ou grupos de pesquisa.
“Promover acesso aos modelos atuais de IA significa que uma geração de desenvolvedores e pesquisadores poderá testá-los, identificando e solucionando questões rapidamente, como uma comunidade. Ao analisar como essas ferramentas são utilizadas por outras pessoas, nossas próprias equipes poderão aprender com elas para aprimorá-las e consertar vulnerabilidades”, anunciou a Meta.
A Microsoft vem investindo pesado em inteligência artificial nos últimos meses. A empresa tem atualmente acordo com a OpenAI e disponibiliza o ChatGPT no seu buscador Bing.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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