Após rotular a rádio NPR como “afiliada do governo” norte-americano, o bilionário dono do Twitter, Elon Musk, marcou a britânica BBC (British Broadcasting Corporation) como “mídia financiada por governo”. O mesmo aconteceu com a americana VOA (Voice of America).
Em nota, a BBC disse: “Estamos conversando com o Twitter para resolver esse problema o mais rápido possível. A BBC é, e sempre foi, independente. Somos financiados pelo público britânico através da taxa de licença.”
Parte do financiamento da BBC vem do governo, o que não interfere na independência da empresa.
Hi @elonmusk . The @BBC is not funded by the UK government. It is funded by the British public through a system known as the licence fee. The BBC’s operations and editorial decision-making are entirely independent of the government pic.twitter.com/GvMpcSWIMe
Essa marcação é comum em contas de governos autocratas, como o da Rússia e da China, que se apropriam dos meios de comunicação para divulgar notícias com viés político favorável, como as contas do chinês Global Times e da russa RT, designados como “mídia afiliada a estado”.
Veículos ocidentais públicos, como a alemã Deutsche Welle e a francesa RFI, ainda não foram marcadas com a nova expressão.
As marcações ocorrem em meio à visita de Musk à China, para monitorar a fábrica da Tesla em Xangai, segundo informa a agência Bloombers.
A agência chinesa Xinhua acrescentou depois que “a montadora americana Tesla anunciou no domingo que construirá uma nova megafábrica em Xangai, que será dedicada ao Megapack, de armazenamento de energia”. O produto será vendido “em todo o mundo”.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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