Inteligência artificial pode ser usada em apps de namoro
54% dos homens solteiros estariam dispostos a usar o ChatGPT para gerar conversas em aplicativos de namoro, a fim de parecerem mais engraçados ou inteligentes, de acordo com uma pesquisa da empresa de cibersegurança Kaspersky.
O estudo, feito com solteiros do Reino Unido, também revelou que 51% das mulheres usariam a inteligência artificial para falar com vários potenciais parceiros ao mesmo tempo.
Apesar dos números serem altos, 57% dos entrevistados admitiram que usar o ChatGPT em um ambiente de namoro é uma prática desonesta. Diante disso, só 37% disseram que estariam abertos a usar a ferramenta para aprimorar seus perfis.
“Infelizmente, o namoro se tornou um jogo de números. Agora, com disponibilidade de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, não me surpreende que as pessoas solteiras tenham dito que o usariam para ajudá-las a se destacar da multidão. O uso de chatbots é enganoso e um motivo real de preocupação. A autenticidade está no centro de um relacionamento e, apesar de uma mensagem gerada pelo ChatGPT parecer real, isso só o levará até certo ponto e, em última análise, não será verdadeiro”, analisa Crystal Cansdale, especialista em namoro no aplicativo Inner Circle.
Além disso, o ChatGPT pode ser usado por golpistas para aprimorar os já existentes golpes realizados através de aplicativos de namoro . Por isso, é importante estar atento a algumas dicas para não cair nesse tipo de fraude:
Confira suas configurações de redes sociais e apps de relacionamento para ter certeza de que informações sigilosas, como endereço ou local de trabalho, não estejam públicas;
Para reduzir o risco de ‘doxing’, seja o seu próprio stalker. Procure pelo seu nome no Google e veja quais informações consegue encontrar. Se encontrar informações demais, as apague;
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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