Os algoritmos de recomendação do Instagram estão promovendo a disseminação de redes de pedofilia, de acordo com uma investigação do jornal The Wall Street Journal e de acadêmicos da Universidade de Stanford e da Universidade de Massachusetts Amherst.
Segundo a pesquisa, os algoritmos da rede social “conectam pedófilos e os guiam aos vendedores de conteúdo”. Esses conteúdos vendidos são de abuso sexual infantil, e alguns incluem vídeos de automutilação. Nessas redes, os criminosos vendem uma variedade de conteúdos que podem, inclusive, ser encomendados.
Os materiais de pedofilia foram fáceis de serem encontrados no Instagram, já que continham hashtags com variações da palavra “pedofilia” – e, mesmo assim, não foram excluídos pelo sistema de moderação de conteúdo da plataforma.
Os pesquisadores criaram uma conta de teste e visualizaram conteúdos produzidos por essas redes de pedofilia. Em seguida, o Instagram passou a recomendar mais e mais perfis deste tipo. “Seguir apenas algumas dessas recomendações foi o suficiente para inundar uma conta de teste com conteúdo que sexualiza crianças”, relata o The Wall Street Journal.
Em resposta à investigação, a Meta, dona do Instagram, disse que está montando uma força-tarefa para tratar do tema. “A exploração infantil é um crime horrível. Estamos continuamente investigando maneiras de nos defender ativamente contra esse comportamento”, disse a empresa.
Os pesquisadores, porém, acreditam que a Meta não faz o suficiente para moderar esse tipo de conteúdo. “O fato de uma equipe de três acadêmicos com acesso limitado poder encontrar uma rede tão grande deveria disparar alarmes na Meta”, afirmou Alex Stamos, chefe do Observatório da Internet de Stanford e ex-diretor de segurança da Meta.
Os pesquisadores também analisaram outras plataformas. Enquanto o Snapchat e o TikTok não pareceram proliferar conteúdo de pedofilia, redes que promovem esses materiais foram detectadas no Twitter, mas em menor quantidade em relação ao Instagram.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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