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Barranco questiona mudança no controle do SAMU e cobra explicações do governo

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O deputado estadual Valdir Barranco (PT) apresentou o Requerimento nº 393/2025, solicitando explicações do governador Mauro Mendes (União) e do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, sobre a decisão do governo de transferir o controle do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para a Secretaria de Segurança Pública (SESP-MT).

A mudança foi oficializada por meio de um Termo de Cooperação Técnica divulgado em 24 de junho e prevê a integração do SAMU ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), estrutura voltada principalmente às ações policiais. O requerimento foi apresentado durante a sessão plenária da última quarta-feira (2).

Barranco alertou para os riscos e possíveis ilegalidades na mudança, que foi feita sem debate com a sociedade e sem passar pela Assembleia Legislativa. Segundo ele, o termo ignora leis já existentes, como a que criou o SAMU em Mato Grosso, e pode prejudicar diretamente o atendimento à população.

“O SAMU salva vidas e não pode ser desmontado por um acordo de gabinete. Isso é coisa séria. O governo está tentando mudar a estrutura de um serviço essencial sem passar pela Assembleia. Isso é ilegal e perigoso”, afirmou o parlamentar.

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O deputado também criticou a decisão do governo de contratar bombeiros temporários para trabalhar no lugar de enfermeiros e técnicos de enfermagem aprovados em concurso público da SES-MT. Segundo ele, essa escolha desrespeita a Constituição, precariza o serviço público e ignora a fila de profissionais que passaram no concurso e aguardam nomeação.

Além disso, Barranco demonstrou preocupação com os trabalhadores efetivos da Central de Regulação 192, que podem ser remanejados à força ou até perder seus cargos com a mudança. Ele também pediu que o governo explique se esse acordo com a Segurança está de acordo com as regras federais que garantem o repasse de até R$ 11 milhões por ano para manter o SAMU funcionando no estado.

“Estão desmontando o SAMU, empurrando os servidores para escanteio e passando por cima da lei. Nosso papel é fiscalizar e defender o interesse público. O povo precisa de atendimento rápido e de qualidade nas emergências, e não de improviso”, reforçou Barranco.

O SAMU – Criado por lei em 2004, é um serviço de urgência que atua com ambulâncias e equipes especializadas para salvar vidas em situações críticas, como acidentes, infartos, AVCs e outras emergências. A mudança feita pelo governo pode comprometer o funcionamento do serviço, que é mantido com recursos federais e exige estrutura própria dentro da Saúde.

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Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos projeto para barrar esgoto e lixo nos rios e cursos d´água

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A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 295/2026 de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos D’Água. A proposta surgiu a partir das constatações feitas na 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que percorreu cerca de 980 quilômetros entre a Barragem de Manso e o Porto Jofre, o que revelou pontos críticos de poluição, lançamento irregular de esgoto e descarte de resíduos sólidos ao longo do trajeto.

O parlamentar relatou que a expedição identificou um cenário preocupante nos trechos urbanos do Rio Cuiabá, especialmente entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, enquanto as áreas próximas à nascente permanecem preservadas, a realidade encontrada nas regiões urbanizadas é alarmante. “Nessa nossa descida do rio, o rio está limpo. Por sinal, o Rio Manso é de uma beleza impressionante. Mas, quando nós chegamos no perímetro urbano É inacreditável. É impressionante a quantidade de eletroeletrônicos jogados no rio, geladeira, fogão, capacete, garrafa PET, pneus”, relatou.

Wilson Santos destacou que o descarte irregular de resíduos não apenas compromete a qualidade ambiental dos rios, mas também afeta diretamente a fauna aquática e a atividade pesqueira. “É um dos fatores que não só agride o rio, como também atinge o estoque pesqueiro, porque muitos peixes acabam se alimentando daqueles restos. Plásticos são engolidos, pedaços de borracha”, alertou.

Ele também chamou atenção para a situação das comunidades ribeirinhas, que convivem com a falta de acesso à água tratada – mesmo vivendo às margens dos rios. “Os ribeirinhos não têm água tratada. Vieram nos pedir poços artesianos. Eles vivem na beira do rio e não têm água tratada. É uma ironia isso”, declarou.

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Wilson Santos também propôs que a Comissão de Meio Ambiente apresente emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 – destinando mais recursos para ações de saneamento básico e criticou a baixa participação do poder público estadual ao longo das últimas décadas. “O que o Estado tem colocado em saneamento básico é quase zero. Não é este governo, não. Há décadas o Estado vem colocando cada vez menos recursos para saneamento básico”, afirmou.

O parlamentar ainda destacou um dos principais gargalos do saneamento em Cuiabá. Para ele, apesar da ampla estrutura de coleta instalada pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, grande parte dos imóveis ainda não está conectada à rede.

“Há um problema. 70% do esgoto produzido em Cuiabá não é tratado, porque ele não chega na rede coletora. A empresa fez a rede coletora, fez novas estações de tratamento, mas o esgoto não chega para ser tratado. É preciso encontrar uma solução para fazer essa ligação da fossa séptica até a rede coletora, em condições acessíveis para a população”, defendeu.

Durante a discussão da matéria, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio ao projeto e ressaltou que a degradação dos rios não é uma realidade exclusiva da capital mato-grossense. Ele também sugeriu a ampliação da proposta para contemplar ações voltadas à recuperação e preservação de nascentes, além de solicitar participação como coautor do projeto. “Não é privilégio de Cuiabá. Todas as cidades onde o rio corta a área urbana convivem com o descaso do lixo. Precisamos de um programa de resíduos sólidos muito forte em Mato Grosso”, manifestou.

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Já o deputado Nininho (Republicanos) defendeu que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada à recuperação de nascentes, afluentes e margens de rios degradadas pelo assoreamento. “Esses recursos poderiam ser destinados para recuperação das nossas afluentes e dos nossos rios. Isso sim, é cuidar da água, que é a coisa mais sagrada que nós temos”, declarou.

Programa – O projeto em tramitação na ALMT, estabelece uma política estadual permanente para prevenção, controle e redução da poluição hídrica provocada pelo lançamento irregular de resíduos, esgoto e outras substâncias nocivas em rios, riachos e demais cursos d’água de Mato Grosso.

Entre os objetivos da proposta estão a proteção da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas, o incentivo à ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, a recomposição da vegetação ciliar e o fortalecimento da participação da sociedade em ações de preservação ambiental.

O texto também prevê monitoramento periódico da qualidade das águas, mapeamento de pontos críticos de poluição, apoio técnico e financeiro aos municípios, campanhas de educação ambiental e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e empresas ligadas às áreas de saneamento e sustentabilidade.

Fonte: ALMT – MT

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