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Audiência pública debate programa do governo federal que prevê ampliação de atendimento em MT

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A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizou na manhã desta terça-feira (2), audiência pública para debater a Regionalização da Rede de Saúde e Descentralização da Atenção Especializada, por meio do programa federal “Agora tem Especialidades”, promovido pelo Ministério da Saúde.

“O Brasil tem um problema sério que é o tempo de espera da população para ter acesso a consultas com especialistas, a exames complementares especializados e às cirurgias. Então, a rede de atendimento à população precisa de mais agilidade para dar conta disso e ela precisa ser ampliada, então, o objetivo do Ministério da Saúde é ampliar a oferta de serviços nessas áreas, por meio de várias estratégias”, disse o deputado Lúdio Cabral (PT), que conduziu a audiência.

Cabral explicou que o programa prevê contratação de unidades privadas, ampliação dos projetos de residência médica, construção de centros de especialidades, adoção de unidades móveis, uma carreta com especialistas para percorrer todas as regiões e contratualizar planos de saúde.

“O Ministério apresentou todo o escopo das ações que estão propostas pelo órgão, como também o atendimento por meio digital para reduzir o tempo de espera, centros de diagnóstico para câncer, que é um dos programas com mais problemas de atraso no atendimento. Eles fizeram essa exposição para que a gente possa identificar os caminhos que Mato Grosso possa colocar o programa em prática”, revelou o deputado.

Segundo o deputado, o objetivo é reduzir o tempo de espera para consulta com especialista, para exames especializados, para cirurgias e para procedimentos de diagnóstico e tratamento.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

“O que precisa ser definido é quais ações, em que regiões, em quais especialidades para que o Ministério aloque os recursos para essa finalidade. A expectativa nossa é que a gente consiga construir uma parceria com o Estado. O Estado também tem programas para ampliar o acesso ao atendimento especializado, fila zero, mais cirurgias. A gente quer sintonizar todas essas iniciativas para facilitar o acesso da população ao atendimento especializado” lembrou Ludio.

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Na explanação da equipe técnica do Ministério da Saúde, foi citado que os recursos são do governo federal, por intermédio do próprio Ministério, sem custo adicional para o estado e municípios.

O assessor institucional para assuntos federativos da Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Adalberto Fulgêncio dos Santos Junior explicou as estratégias do governo federal para ampliar o atendimento médico para melhorar o fluxo de cirurgias eletivas e de consultas especializadas.

“Nós resolvemos a questão dos médicos, por exemplo, da atenção primária, por meio da criação, em 2013, do programa “Mais Médicos”, podemos falar que, hoje temos um médico em quase todas as cidades do país”, afirmou ele.

Conforme Fulgêncio, “esse é um programa nacional que tem um plano de ação regional que é supervisionado pelo Ministério”, destacou.

A reunião prossegue nesta quarta-feira (3), em Cuiabá, com representantes de hospitais privados e públicos.

O promotor de saúde do Ministério Público de Mato Grosso, Milton Mattos da Silveira revelou que o órgão fiscaliza se as políticas vem sendo implantada nos hospitais, mas alerta que, o órgão cumpre as portarias e normativas legais.

“Se isso não está cumprido, aí sim, entra em campo o Ministério Público como fiscal da lei para cobrar, dos prefeitos, do governador, do presidente da República, que ele implemente aquela política pública. Queremos entender exatamente como que ele funciona e daí, com certeza, a gente pode estabelecer uma parceria”, apontou Silveira.

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O promotor argumentou que trabalha com o diálogo, compreendendo as dificuldades. “Temos que entender a proposta e utilizar todos os instrumentos que estão à disposição do Ministério Público, que a gente possa avançar, sempre com muito diálogo, observando também as dificuldades do poder público. Entendo que esse programa traz algo inovador. Ele vai oportunizar que as entidades que estão em falta com tributo, eles possam fazer uma compensação, prestar o atendimento para ter o perdão dessa dívida”, citou o promotor.

“Eu vejo com muito bons olhos esse tipo de iniciativa, porque a saúde é complementar e aqui a gente está falando que existe a complementar, existe a suplementar. Essas entidades que prestam esse tipo de saúde suplementar, que são a iniciativa privada, elas têm um grande potencial de auxiliar o Sistema Único de Saúde (SUS)”, concluiu o promotor.

A secretária adjunta executiva da Secretaria Estadual de Saúde, Kelluby de Oliveira avaliou como positiva a proposta do governo federal. “O estado já vem cumprindo, principalmente com o programa ‘Fila Zero’, que veio com essa proposta de ampliar os serviços e também ajudar na questão da organização da rede. O papel do Estado é fazer todo o trabalho com os polos regionais, facilitando a adesão e acompanhamento dos municípios na execução desses recursos”, explicou.

Participaram da audiência o primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado dr. João (MDB), representantes do conselho das secretarias municipais de saúde de Mato Grosso, superintendência do Ministério de Saúde, Hospítal Júlio Muller, Sindicato das Empresas de Saúde do Estado de Mato Grosso, Federação dos Hospitais Filantrópicos, Conselho Municipal de Saúde de Cuiabá e população em geral, gestores, representações sindicais e conselhos de classe e trabalhadores da saúde.

Fonte: ALMT – MT

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Empreendedorismo feminino, cidadania e serviço público são reconhecidos em sessão especial na ALMT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta terça-feira (1º), sessão especial em homenagem ao Conselho da Mulher Empresária (CME) da Associação Comercial de Cuiabá, reconhecendo a atuação das conselheiras na promoção do empreendedorismo feminino, no fortalecimento do ambiente de negócios e no desenvolvimento econômico e empresarial. A solenidade, proposta pela deputada licenciada Janaina Riva foi presidida pelo deputado em exercício Silvano Amaral.

Além da homenagem ao CME, a sessão especial foi marcada pela entrega de diversas honrarias, como a Comenda Dante de Oliveira e Títulos de Cidadão Mato-grossense à pessoas integrantes de diversas instituições, como a Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul Luz e Liberdade II (Frafem), representantes da Defensoria Pública de Mato Grosso, além de profissionais das áreas de inclusão social, assistência social, saúde pública, educação superior, educação inclusiva, segurança pública, por meio de integrantes da Denarc, e artistas e músicos mato-grossenses, reconhecidos pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

O deputado Silvano Amaral (MDB), presidente da sessão, destacou a importância de reconhecer a contribuição de homens e mulheres que ajudam no crescimento de Mato Grosso. “Ficamos muito felizes em realizar estas homenagens. É um momento de parar e reconhecer a participação das senhoras e senhores que fazem o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou. Ele ressaltou ainda o protagonismo feminino no estado. “As mulheres participam cada vez mais do desenvolvimento de Mato Grosso”, disse. Silvano também reforçou o papel institucional da ALMT: “Esta é a Casa do Povo e é em nome do povo mato-grossense que prestamos estas homenagens”.

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Janaina Riva destacou que a sessão especial reafirma o compromisso da Assembleia Legislativa em reconhecer pessoas e instituições que contribuem para o desenvolvimento de Mato Grosso. Segundo ela, os homenageados representam histórias de dedicação e renúncia, muitas vezes reconhecidas apenas pelas próprias famílias. A parlamentar ressaltou o protagonismo das mulheres empreendedoras, o trabalho de voluntários em prol da população, a atuação da Defensoria Pública na garantia do acesso à Justiça, os serviços prestados nas áreas social, educacional, saúde e cultura, além da importância das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado. Por último se dirigiu aos recebedores de títulos de cidadania para destacar que Mato Grosso também é construído por pessoas de outros estados que escolheram o estado para viver, trabalhar e contribuir com seu desenvolvimento.

A presidente do Conselho da Mulher Empresária, a jornalista Mariza Bazo, agradeceu a homenagem, falou de emoção pelo reconhecimento e afirmou que o reconhecimento representa um marco para as mulheres empreendedoras de Mato Grosso. “Obrigada pela deferência e por nos receberem nesta Casa. Confesso que estou bastante emocionada. Receber uma homenagem na Casa das Leis de Mato Grosso torna esta noite memorável de reconhecimento às mulheres que trabalham, empreendem, geram empregos e fazem a economia do estado girar”, declarou.

Mariza lembrou que, embora o Conselho tenha apenas dois anos de existência, ele integra uma associação com uma longa trajetória de atuação em defesa do empreendedorismo. “Essa homenagem demonstra que estamos no caminho certo. Temos que passar pela vida fazendo sempre o nosso melhor, e esse reconhecimento da Assembleia Legislativa nos deixa profundamente honradas”, afirmou. Ao final, Mariza agradeceu a confiança das empresárias que integram o Conselho e a Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá.

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O delegado André Rigonato, coordenador do Núcleo de Inteligência da Denarc, destacou que a homenagem representa o reconhecimento ao trabalho diário dos policiais no enfrentamento ao tráfico de drogas em Mato Grosso, homens e mulheres que estão na labuta cotidiana, enfrentando vitórias e derrotas, mas sempre empenhados em oferecer o melhor à sociedade mato-grossense.

A juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Giseli Küntzer, destacou que a homenagem também simboliza o reconhecimento ao trabalho desenvolvido por mulheres que atuam no enfrentamento à violência de gênero. “Há mais de dois anos conseguimos estruturar a rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Esta homenagem representa todas as mulheres que acordam diariamente para enfrentar essa realidade”, afirmou. A magistrada reforçou a importância de não se naturalizar nenhuma forma de violência doméstica e familiar. “Viemos de um sistema que, por muito tempo, permitiu abusos. Precisamos dizer a todas as mulheres que nenhuma está sozinha”, declarou.

Fonte: ALMT – MT

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