A equipe da Gerência Estadual de Polinter e Capturas da Polícia Civil (Gepol) cumpriu nesta quarta-feira (17.01) o mandado de prisão de um foragido da Justiça que estava utilizando nome falso para internação em um hospital de Cuiabá.
Ueliton Musgrave Teixeira., de 39 anos, foi condenado pela Comarca de Porto Velho pelos crimes de tráfico de drogas, furto e receptação, e estava com mandado de prisão de recaptura expedido pelo Poder Judiciário de Rondônia.
A equipe da Polinter recebeu a informação de que o foragido estava internado no Hospital Universitário Júlio Müller utilizando nome falso.
Em diligências no local, os investigadores apuraram que a pessoa internada usava o nome de Eder Rodrigues e deu entrada na UTI do hospital em dezembro passado. Quando foi internado, ele alegou que seus documentos teriam sido extraviados e foi solicitada à Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) a coleta das impressões digitais no hospital a fim de confeccionar um novo registro geral.
As impressões digitais foram analisadas pela Politec-MT e confrontados os registros encontrados com os dados fornecidos pelo criminoso e confirmou, de acordo com a identidade emitida em Rondônia, a real identidade dele. A análise das digitais foi confirmada também na perícia realizada pela Polícia Federal de Mato Grosso no Sistema Multi Biométrico de Identificação, de abrangência nacional.
A Polinter deu cumprimento ao mandado de prisão no hospital, onde o criminoso segue internado sob custódia policial.
¿¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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