William Burns disse que o motim reacendeu questionamentos internos sobre a capacidade de julgamento do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que teria, segundo ele, paralisado diante da tentativa de rebelião.
Burns fez a declaração durante o Fórum de Segurança de Aspen, no Texas (EUA), enquanto vende a ideia de que a rebelião prejudicou a imagem de Putin enquanto liderança.
O diretor da CIA afirmou que os serviços de segurança russos, as Forças Armadas e os tomadores de decisão “pareciam estar à deriva”.
Segundo Burns, muitos russos que estavam assistindo à tentativa de rebelião e acostumados com a imagem de Putin como árbitro de ordem se perguntavam: “Será que o imperador não tem roupas?”, disse ele, acrescentando: “Ou, pelo menos, ‘por que ele está demorando tanto para se vestir?'”
Na ocasião, ele confirmou que os EUA sabiam previamente que a ação poderia acontecer. Na visão dele, já era previsto que Putin tentaria separar o grupo do então líder, Yevgeny Prigojin, para preservar a capacidade de combate do Wagner.
De acordo com o diretor da CIA, por mais que Prigojin estivesse improvisando os passos de como ocorreria a revolta “à medida que avançava”, a relevância do líder estava “escondida à vista de todos”.
Ele ainda afirmou que o vídeo em que Prigojin aparece criticando o Kremlin e vai contra o principal argumento usado pela Rússia para a invasão à Ucrânia foi assistido por um terço da população russa.
“Esse vídeo foi a acusação mais contundente da justificativa de Putin para a guerra, da condução da guerra, da corrupção no núcleo do regime de Putin que eu já ouvi de um russo ou de um não russo”, disse Burns, acrescentando que ficaria surpreso se o ex-líder dos mercenários “escapasse de mais retaliações” após a rebelião.
“O que estamos vendo é uma dança muito complicada entre Prigojin e Putin”, afirmou. “Acho que Putin é uma pessoa que geralmente pensa que a vingança é um prato que deve ser servido frio, portanto, ele tentará resolver a situação na medida do possível.”
Nenhum dos membros do Grupo Wagner que participaram da rebelião será alvo de perseguição criminal. Os mercenários que não aderiram à revolta serão integrados ao Ministério da Defesa russo.
Na ocasião, também foi acordado que Prigozhin se exilasse em Belarus, país aliado de Moscou, e deixar o front na Ucrânia e em São Petersburgo.
O canal do YouTube Machina decidiu divulgar como acontece a testagem de vapes , os cigarros eletrônicos , nas principais fábricas da China . Em Baoan, na cidade de Shenzhen, eles foram surpreendidos.
As fábricas chinesas conseguem produzir vapes em massa, desde seu funcionamento interno até o processo de teste. Na última seção da criação do produto, veio a surpresa: um funcionário testando, realizando o trago, em cada um dos cigarros eletrônicos.
Os estágios de teste tem algumas fases. Primeiro, há um teste que aumenta a pressão da parte inferior do vaporizador para permitir que ele libere vapor do bocal.
A segunda fase é um tubo de sucção que puxa o vapor do vaporizador, da mesma forma que uma pessoa faria ao dar uma tragada.
A terceira já são os funcionários literalmente testando o produto. No vídeo do canal do YouTube, mostra o trabalhador segurando vários vapes em uma mão enquanto dá uma tragada em cada um deles para testar se estão funcionando corretamente.
Quando perguntaram ao homem sobre o número de cigarros eletrônicos que ele testa por dia, ele explicou que eram aproximadamente 8.000 a 10.000 e que fuma até fora do trabalho.
Segundo a empresa de vaporizadores eletrônicos, cada vaporizador que contém 10 ml de nicotina contempla cerca de 3.000 tragadas. Ainda, de acordo com um estudo do CDC (Centro de Doenças e Prevenção dos EUA), descobri-se que as vendas mensais de unidades de cigarros eletrônicos aumentaram 46,6% de janeiro de 2020 a dezembro de 2022.
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