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BRICS: perspectivas na Ordem Global

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Marcelo Knopfelmacher e Marcus Vinicius de Freitas
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Marcelo Knopfelmacher e Marcus Vinicius de Freitas

O BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – e a partir de 2024, com novos membros – Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã — emerge como uma inovadora forma de reorganização da governança global, refletindo a realidade do mundo contemporâneo, caracterizado por governos diversos, ideologias contrastantes e desafios econômicos singulares.

Esta coalizão não apenas desafia a hegemonia tradicional, mas também promove uma abordagem mais inclusiva e diversificada nas questões globais.

Entendemos como positiva a deliberação da cúpula de Johanesburgo acerca da ampliação do bloco com o ingresso de novos países.

A ascensão econômica do BRICS tem reverberações significativas, principalmente em relação à questão energética.

Como um bloco de economias em crescimento acelerado, o BRICS não apenas desempenha um papel crucial na demanda e oferta de energia, mas também influencia as políticas relacionadas à transição para fontes mais sustentáveis.

Sua influência na esfera energética é inegável, transformando-o em um verdadeiro “powerhouse” nesse domínio, com implicações para a segurança energética e ambiental global.

Uma das funções mais notáveis do BRICS é a sua capacidade de atuar como plataforma de diálogo e apaziguamento em situações de conflito entre países.

Exemplos notáveis incluem a facilitação do diálogo entre a Arábia Saudita e o Irã, bem como entre o Egito e a Etiópia.

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Sua posição neutra e influência crescente permitem que o BRICS desempenhe um papel diplomático construtivo, abrindo espaço para a resolução pacífica de tensões internacionais.

O interesse global na estrutura do BRICS é inegável, com mais de 60 países expressando desejo de se associar ao bloco.

Esse interesse reflete um sentimento generalizado de exclusão das principais potências econômicas globais, que por vezes não abarcam a diversidade e complexidade das nações em desenvolvimento.

A abertura do BRICS para a expansão sinaliza uma mudança na dinâmica de poder global, permitindo que nações anteriormente marginalizadas participem ativamente na construção de uma nova ordem mundial.

O cenário atual também é caracterizado por uma restruturação da ordem mundial, marcada por transições desafiadoras, causada, principalmente, pela resistência dos países do G7 e dos organismos multilaterais em serem mais abertos à inclusão e voz de novos membros.

Embora tais mudanças possam ser complexas e tumultuadas, elas frequentemente representam momentos de evolução.

O BRICS, ao desafiar o status quo e propor alternativas, contribui para a remodelação das relações globais, incentivando uma distribuição mais equitativa de influência e poder.

A questão de uma moeda própria dos BRICS precisa ser refletida com cautela. O exemplo do Euro deve ser considerado, particularmente pelos erros incorridos pela União Europeia que implicaram a crise financeira de 2008. O êxito de uma moeda está em sua aceitação por parte dos demais países em que transações oriundas dos países do BRICS sejam realizadas. No entanto, a entrada de grandes produtores globais de petróleo e a consolidação chinesa como principal potência comercial permitirá a abertura do mercado petrolífero a outras moedas além do dolar norte-americano.

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Em resumo, o BRICS emerge como um exemplo de reorganização da governança global, que reflete a diversidade de governos, ideologias e desafios econômicos do mundo atual. Sua influência econômica, particularmente na questão energética, e sua capacidade de atuar como mediador em conflitos internacionais destacam seu papel multifacetado. O interesse global na adesão ao bloco demonstra a necessidade de uma estrutura mais inclusiva. É um movimento positivo da mudança dos tempos.

Enquanto o mundo passa por uma restruturação da ordem global, o BRICS representa uma força de mudança e evolução, remodelando gradualmente as dinâmicas geopolíticas e econômicas em direção a um futuro mais equilibrado. Com os ajustes certos, o bloco tem tudo para se desenvolver de modo cada vez mais orgânico e influente.

Marcelo Knopfelmacher , Diretor da BRICS Strategic Solutions Ltd. no Reino Unido e pós graduado pela London School of Economics and Political Science.

Marcus Vinicius de Freitas , Professor Visitante, China Foreign Affairs University
Senior Fellow, Policy Center for the New South.

Fonte: Internacional

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Funcionários testam até 10 mil vapes por dia em fábrica; veja imagens

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Testagem aconteceu na China
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Testagem aconteceu na China

O canal do YouTube Machina decidiu divulgar como acontece a testagem de vapes , os cigarros eletrônicos , nas principais fábricas da China . Em Baoan, na cidade de Shenzhen, eles foram surpreendidos.

As fábricas chinesas conseguem produzir vapes em massa, desde seu funcionamento interno até o processo de teste. Na última seção da criação do produto, veio a surpresa: um funcionário testando, realizando o trago, em cada um dos cigarros eletrônicos.

Os estágios de teste tem algumas fases. Primeiro, há um teste que aumenta a pressão da parte inferior do vaporizador para permitir que ele libere vapor do bocal.

A segunda fase é um tubo de sucção que puxa o vapor do vaporizador, da mesma forma que uma pessoa faria ao dar uma tragada.

A terceira já são os funcionários literalmente testando o produto. No vídeo do canal do YouTube, mostra o trabalhador segurando vários vapes em uma mão enquanto dá uma tragada em cada um deles para testar se estão funcionando corretamente.

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Quando perguntaram ao homem sobre o número de cigarros eletrônicos que ele testa por dia, ele explicou que eram aproximadamente 8.000 a 10.000 e que fuma até fora do trabalho.

Segundo a empresa de vaporizadores eletrônicos, cada vaporizador que contém 10 ml de nicotina contempla cerca de 3.000 tragadas. Ainda, de acordo com um estudo do CDC (Centro de Doenças e Prevenção dos EUA), descobri-se que as vendas mensais de unidades de cigarros eletrônicos aumentaram 46,6% de janeiro de 2020 a dezembro de 2022.

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Fonte: Internacional

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