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Vida: bate dentro bate fora

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Pintou bonito a frase da moça que me parou na saída do júri: É tudo para chegar a tocar numa coisa imponderável que está dentro da gente. Eu tinha falado sobre o drama da vida, sobre os sentimentos… ela pescou coisa maior.

Nossa vida cria muita ausência. Quando se ouve palavras como essas dá uma alegria. Um gosto de viver. É a alegria debaixo das palavras e dentro da vida da gente.

Muitas de nossas coisas são voltadas para o silêncio, para a morte. Quando se tem com dizeres assim, dá vontade de cantar e dançar. Ouça meu canto, amigo leitor!!

Quero morrer perto de uma árvore. Foi a árvore que me ensinou a subir. O rio que me ensinou a correr. Foi a mina d’água que me ensinou a nascer. Com minha mãe aprendi que vida se gasta com a sola do meu sapato, a cada passo pelas ruas. E atingi que a vida bate fora, espanca! E a vida bate de dentro, explode! No coração, no pulsar, nesse subterrâneo a vida bate.

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Como tudo que vive, não desisto de viver. Tem gente que passa sem falar, cheia de vozes, ruínas e construções. Nas gentes minha escrita vai crescendo.

Meu canto vem das experiências vividas. É uma escrita social, das gentes, pelas gentes, com as gentes. Minhas palavras não estão nas pontas dos dedos, esperam no subsolo da vida. De uma vez, vejo que nossa vocação é criar a vida, que bate fora e que bate dentro, nesse chão verbal.

Escuto muito. Mas nunca ouvi tudo; não sei, nem posso. A gente não consegue nem persegue os fios e feixes dos fatos. Já me disseram “a verdade está amarrada à mentira com linhas finíssimas”.

A realidade é forte demais, e o dizer da moça é forte demais. Mas Freud disse que cada um de nós, em algum ponto, age de modo semelhante ao paranoico, corrigindo algum traço inaceitável do mundo de acordo com seu desejo e inscrevendo esse delírio na realidade.

Não perdi a vontade do sacrifício e das interrogações permanentes e poderosas de que falava Merleau-Ponty. E sei, com Freud de novo, que nunca estamos mais desprotegidos ante o sofrimento do que quando amamos. Amamos dentro e amamos fora.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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CAO Violência Doméstica participa de reunião com lideranças indígenas

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No dia 06 de agosto de 2026, o Centro de Apoio Operacional Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino (CAO VD) participou de uma reunião institucional promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), por meio seu Departamento de Mulheres Indígenas e em parceria com o Instituto Raoni, por intermédio do seu Departamento de Mulheres. O encontro foi realizado na sede do Instituto Raoni, no município de Peixoto de Azevedo.A agenda foi organizada a partir de demanda apresentada pelas lideranças do Território Indígena Capoto/Jarina e teve por objetivo promover a escuta das demandas das mulheres indígenas, fortalecer o diálogo interinstitucional e construir encaminhamentos conjuntos voltados ao aprimoramento das políticas públicas destinadas às mulheres indígenas da Região Norte do Estado.A atividade reuniu representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena Kayapó de Colíder (DSEI), do Instituto Raoni, da Federação Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Casa da Saúde Indígena (CASAI) de Peixoto de Azevedo e do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por intermédio do CAO VD.Durante a reunião, lideranças e profissionais das instituições participantes compartilharam reflexões sobre a realidade vivenciada pelos povos indígenas na região, especialmente pelo povo Kayapó, destacando desafios relacionados ao acesso a direitos, à proteção das mulheres e meninas indígenas e ao fortalecimento das redes de atendimento. Como resultado do diálogo, foram definidos encaminhamentos voltados ao fortalecimento de políticas direcionadas aos povos indígenas. Entre os principais encaminhamentos destaca-se a realização de ações no território indígena voltada à escuta, orientação e sensibilização sobre violência contra as meninas e mulheres indígenas, bem como o fortalecimento da articulação entre órgãos e instituições para ampliar a proteção, a prevenção e enfrentamento das diversas formas de violência, assegurando a promoção dos direitos dos povos indígenas. A iniciativa reafirma o compromisso das instituições participantes com a construção de estratégias integradas e culturalmente adequadas para o fortalecimento das políticas públicas direcionadas às mulheres indígenas e à garantia de seus direitos.Estiveram presentes na reunião institucional: Maria Anarrory YudjaDepartamento FEPOIMT Mulher; Eliel Jorge Rondon – FEPOIMT; Soilo Urupe Chue – FEPOIMT; Edivander Luis dos Santos Bessa – DESEI; Jucenira Rondon – CASAI Peixoto de Azevedo; Reginaldo Ramires de Moraes – CASAI Peixoto de Azevedo; Nhakapru Metukitre– CASAI Peixoto de Azevedo; Osmarina Morimã – Instituto Raoni; Carolina Sobreiro – Instituto Raoni; Yakarewa Juruna – Iinstituto Raoni; Geovana Vianna Dalabarba – Instituto Raoni; Elisamara Sigles Vodonós Portela – MPE/MT; Renata de Paula Teixeira – MPE/MT.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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