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Projeto MP Sem Mistério reúne 120 acadêmicos de Direito no MPMT

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Cerca de 120 acadêmicos do curso de Direito participaram, na tarde de quinta-feira (12), de mais uma edição do projeto “MP Sem Mistério”, realizada na sede das Promotorias de Justiça da Capital, em Cuiabá. A iniciativa é promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional e tem como objetivo aproximar a instituição da comunidade acadêmica.Durante o encontro, estudantes do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), do Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi) e da Faculdade Católica de Mato Grosso (Unifacc) puderam conhecer mais sobre o papel constitucional do Ministério Público, suas áreas de atuação e a estrutura da instituição.A abertura do evento foi realizada pelo coordenador do Ceaf, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, que agradeceu a presença dos acadêmicos e destacou a importância de iniciativas voltadas ao diálogo com a comunidade universitária. “Nós estamos hoje aqui recebendo alunos das faculdades de Direito nesse projeto, que é uma oportunidade para que tenham uma convivência dentro da nossa casa, do Ministério Público, e possam compreender o significado, o perfil e a forma de atuação da instituição”, afirmou.Representantes das instituições de ensino ressaltaram a relevância da iniciativa para a formação dos estudantes. A diretora do Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi), Ana Tereza Moreira, destacou que a atividade possibilita aos acadêmicos compreenderem, na prática, o funcionamento do Ministério Público. “É um momento extremamente especial, porque os nossos acadêmicos têm a oportunidade de estar aqui dentro da casa, conhecer e participar de palestras riquíssimas, entendendo desde a origem do Ministério Público até os dias de hoje. Esse contato pode despertar neles o desejo de atuar futuramente na instituição e contribuir com a sociedade”, ponderou. Após a abertura, os estudantes acompanharam palestras ministradas por membros do Ministério Público que compartilharam experiências profissionais e reflexões sobre a atuação institucional. O promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues falou sobre sua trajetória no Ministério Público e destacou a importância de apresentar aos acadêmicos as atividades desenvolvidas pelos membros da instituição. “Com o projeto Ministério Público Sem Mistério, apresentamos aos acadêmicos as atividades exercidas pelos promotores e promotoras de Justiça, a fim de que possam, caso queiram, traçar a sua vida acadêmica para quem sabe um dia ingressar nos nossos quadros”, pontuou.Na sequência, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, também compartilhou sua trajetória profissional e ressaltou que o projeto contribui para que os estudantes conheçam, de forma mais próxima, a realidade da carreira jurídica. “O Ministério Público Sem Mistério é um projeto enriquecedor para os acadêmicos de Direito, que vêm conhecer um pouco da experiência e da vivência do que é ser promotor ou promotora de Justiça. Aqui compartilhamos nossas trajetórias e também ouvimos esses estudantes que estão em fase de escolha de uma carreira jurídica”, destacou.Encerrando o ciclo de palestras, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, falou sobre sua trajetória na instituição e a importância do Ministério Público na defesa dos direitos fundamentais. “Esse projeto visa receber diversos segmentos da sociedade para mostrar o dia a dia da instituição e dialogar com estudantes, servidores e profissionais de diferentes áreas, apresentando a função institucional do Ministério Público”, explicou.Participação dos estudantes – A estudante Luíza Marinho, presidente do Centro Acadêmico da Univag, destacou que a iniciativa permite aos acadêmicos conhecerem o funcionamento das instituições do sistema de justiça além da teoria estudada em sala de aula. “Trouxemos os calouros para conhecer um pouco mais do mundo jurídico fora da sala de aula. As palestras foram inspiradoras e permitiram entender melhor a história e o funcionamento do Ministério Público”, afirmou.No fim do evento, foram sorteados livros jurídicos entre os participantes. O coordenador do Ceaf, Caio Márcio Loureiro, encerrou o encontro agradecendo a presença dos estudantes e os incentivando a seguir se dedicando à formação jurídica. “Esperamos que alguns de vocês também se empolguem com esse amor que temos pela instituição, que tem o dever constitucional de proteger os valores fundamentais da sociedade”, concluiu.

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*Sob supervisão da jornalista Ana Luíza Anache.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Parceria leva jogo educativo sobre violência às escolas

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) firmou, nesta terça-feira (9), parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, por meio da difusão do jogo educativo “Quebrando o Ciclo, Salvando Vidas” nas escolas do estado.O projeto já conta com a atuação do MPMT, que viabilizou a produção dos primeiros exemplares e articulou a apresentação da ferramenta ao presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, em encontro com o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, e com a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Violência Doméstica e Estudos de Gênero, procuradora de Justiça Elisamara Portela.A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à informação e promover a conscientização de crianças, adolescentes e adultos sobre a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência e os caminhos para a prevenção e ruptura de ciclos de agressão. Desenvolvido pelo subtenente Mariano Neto de Souza, da Polícia Militar de Mato Grosso, o jogo utiliza metodologia lúdica e interativa.Para dar escala à iniciativa, Sérgio Ricardo anunciou que vai sugerir a adoção do projeto em todo o estado. “Vamos sugerir a adoção dessa ferramenta para os estudantes, para levar conhecimento sobre o que é a Lei Maria da Penha, o que é a violência contra a mulher, como se combate, como se previne e o que fazer quando a violência chega.”Durante a agenda, a procuradora de Justiça também destacou outras ações de enfrentamento ao feminicídio. “Hoje percebemos o entusiasmo do presidente com o projeto. O Tribunal vem desenvolvendo um trabalho extremamente relevante sobre esse tema, principalmente após a homologação da auditoria que desenhou o cenário do combate à violência doméstica, e por isso também percebeu a importância dessa ferramenta”, disse.Para as instituições, a iniciativa representa um avanço estratégico na promoção de políticas públicas voltadas à prevenção do feminicídio e à proteção das mulheres. O uso de recursos educativos inovadores amplia o alcance das ações institucionais e fortalece a cultura de enfrentamento à violência de gênero desde a formação cidadã.A parceria com o TCE-MT possibilitará a expansão do projeto em todo o estado, incluindo a capacitação de professores e a inserção da ferramenta em ambientes escolares e espaços da rede de assistência social.Histórias reais no tabuleiro – as cartas do jogo são baseadas em casos reais atendidos pelo subtenente, que atua na Patrulha Maria da Penha. A cada rodada, o jogador toma decisões diante de situações de violência doméstica e avança pelo tabuleiro conforme as escolhas que levam à proteção da vítima, como a busca por ajuda e por serviços de assistência.“É um jogo dinâmico que tem o objetivo de trazer as pessoas para a realidade dos fatos, envolvendo fatores de risco e de proteção que têm colaborado para que a mulher permaneça no ciclo da violência, entre na espiral da morte e acabe perdendo a sua vida”, explicou Mariano.Para a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, o formato lúdico ajuda as pessoas a reconhecerem situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia. “Às vezes nós não percebemos a violência, a gente, de alguma forma, naturalizou aquela ação.”Além disso, o formato de jogo tem alcance especial entre o público mais jovem. “Estamos falando de crianças, de adolescentes, cidadãos ainda em formação. Muitas vezes, por meio do lúdico, se consegue fixar mais o conhecimento do que através dos livros, das disciplinas ou mesmo das lições dos professores”, afirmou Eickhoff.

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Com informações da assessoria de imprensa do TCE-MT
Fotos: Alair Riberio/TCE-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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