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Primeira etapa termina com apresentações em Nova Canaã do Norte

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A primeira etapa do projeto Prevenção Começa na Escola em 2025 terminou nesta sexta-feira (21), com duas apresentações da peça teatral “Inocentes Pétalas Roubadas” na quadra da Escola Municipal Edson Ferreira de Carvalho, em Nova Canaã do Norte (a 699 km de Cuiabá). Esta semana, centenas de alunos foram beneficiados pela iniciativa da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, do Ministério Público de Mato Grosso. O projeto visitou também os municípios de Apiacás e Paranaíta.“O projeto ‘Prevenção Começa na Escola’ foi a maneira encontrada pelo MPMT, em parceria com a Cia. Vostraz, de percorrer todo o estado de Mato Grosso levando informações fundamentais para crianças e adolescentes. Estamos completando mais de 65 municípios atendidos, incluindo cidades a mais de mil quilômetros de distância da capital, como Porto Alegre do Norte, São Félix do Araguaia e São José do Xingu. E agora, nessa primeira temporada do ano, atendendo cidades que ficam a praticamente 900 quilômetros de Cuiabá”, contou o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado.Conforme o titular da Procuradoria Especializada, o projeto contribui para aproximar o MPMT da população, visando levar informação, esclarecimentos e conhecimento aos profissionais da educação, autoridades locais e, especialmente, ao público infanto-juvenil. “Com a peça, por meio de uma linguagem lúdica, que emociona e prende a atenção da plateia, conseguimos resultados extraordinários, muito melhores do que em uma palestra, por exemplo. O teatro e a arte têm uma linguagem mais próxima para as crianças e adolescentes”, considerou.O procurador de Justiça reforçou ainda que o projeto está completando sete anos de apresentação e de estradeiro, com mais de 300 apresentações teatrais. “É um sucesso total. Além de emocionar o público, o Ministério Público atua na prevenção e também estimula a denúncia de práticas nocivas dentro e fora do ambiente escolar como bullying e qualquer tipo de violência, principalmente abuso sexual contra crianças e adolescentes”, afirmou.Em Nova Canaã do Norte, as apresentações foram organizadas pelo promotor de Justiça Alvaro Padilha de Oliveira. “A peça ‘Inocentes Pétalas Roubadas’ foi muito bem aceita por toda a população e trouxe temas muito importantes, especialmente a exploração e o abuso sexual infantil, os quais precisamos prevenir por meio da educação, conscientização e estímulo à denúncia”, apontou.A secretária municipal de Educação, Rosangela Santos, destacou a importância da iniciativa para crianças e adolescentes. “De uma forma lúdica, a peça traz algumas realidades que são muito difíceis para toda a sociedade e que acontecem em todos os lugares. Acredito que essas apresentações darão um bom resultado aqui no nosso município. Por isso quero agradecer ao Ministério Público por essa iniciativa e esses cuidados com as nossas crianças”, salientou.O investigador de polícia André Lacerda disse estar muito feliz por participar do Prevenção Começa na Escola e agradecido por saber que existem projetos como esse, para que as crianças possam entender melhor o abuso infantil e, consequentemente, buscar ajuda.Cronograma – Para 2025, estão previstas 32 apresentações da peça, em 16 municípios, durante cinco etapas. Na próxima semana, o projeto contemplará Matupá (25/03), Marcelândia (26/03), Itaúba (27/03) e Feliz Natal (28/03). A partir de abril, serão visitados Juara (09/04), Porto dos Gaúchos (10/04) e Tabaporã (11/04) na terceira etapa, e Porto Alegre do Norte (15/04) e São José do Xingu (16/04) na quarta etapa. As últimas apresentações serão realizadas em Ribeirão Cascalheira (22/04), Canarana (23/04), Campinápolis (24/04) e Novo São Joaquim (25/04).A montagem atual da peça “Inocentes Pétalas Roubadas” tem no elenco Maicon D’Paula, que é o diretor da Cia. Vostraz, e os atores Jorge Fernandez, Safiri Viscony e Fernanda Acosta.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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