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Prevenção Começa na Escola encerra apresentações à Corregedoria Nacional

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Manifestações espontâneas de crianças vítimas de abuso sexual têm se tornado frequentes após a apresentação da peça “Inocentes Pétalas Roubadas”, do projeto Prevenção Começa na Escola, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Nesta quinta-feira (22), durante a apresentação do projeto à Corregedoria Nacional do Ministério Público, uma das alunas participantes, de uma escola municipal de Várzea Grande, pediu o microfone e não se conteve ao contar um episódio em que foi vítima de abuso sexual.

O procurador de Justiça titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, explica que a peça trabalha vários temas sensíveis e, por meio de uma linguagem simples, consegue atrair a atenção dos estudantes. “Em todos os municípios tem sido assim, as crianças, ao assistirem à peça que fala sobre bullying, abuso sexual, entre outros temas, ficam sensibilizadas e pedem para falar, para contar as suas angústias. Algumas esperam a peça acabar e procuram a professora para pedir ajuda”, destacou.

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O coordenador de Correições e Inspeções da Corregedoria Nacional, Marco Antonio Santos Amorim, disse ter ficado encantado com a peça, com a forma em que temas delicados são tratados de maneira clara e leve. “Não tenho dúvida de que essas crianças serão multiplicadoras dessa ideia, desses conceitos que são apresentados pelo projeto”, afirmou.

Prevenção Começa na Escola – No segundo semestre de 2022, o projeto Prevenção Começa na Escola contemplou 12 municípios, totalizando 24 apresentações e cerca de 11 mil espectadores. Os dois últimos municípios contemplados com o projeto foram Sapezal, com a participação de aproximadamente 350 crianças, e Diamantino, com 2.500 alunos espectadores. Foram realizadas ainda apresentações em Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda, Jauru, Cáceres, Sinop, Colíder, Cláudia, São Félix do Araguaia, Água Boa e Paranatinga.

Conheça as 29 iniciativas do MPMT apresentadas à Corregedoria Nacional

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT participa de lançamento de Rede Nacional de Observatórios

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O Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), participou do Lançamento da Rede Nacional de Observatórios das Mulheres e do II Encontro Nacional de Observatórios das Mulheres, realizados nos dias 1º e 2 de julho, na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília (DF). O evento reuniu representantes de observatórios, universidades, centros de pesquisa, instituições públicas, fundações, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para discutir estratégias de fortalecimento da produção e do uso de dados na formulação de políticas públicas para as mulheres.Representando o MPMT, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Observatório Caliandra, integrou a mesa temática “Estratégias para Expansão da Rede de Observatórios”, na qual apresentou a experiência de Mato Grosso na implantação e consolidação do Observatório. Durante o painel, destacou as principais boas práticas desenvolvidas pela instituição, especialmente a articulação interinstitucional para qualificar a produção de dados e a disponibilização de informações por meio de painéis públicos que ampliam a transparência das estatísticas sobre feminicídios e outras formas de violência contra as mulheres, além de um Quiz que sinaliza comportamentos abusivos, canais de denúncias e serviços. A promotora destacou que a criação do Observatório Caliandra surgiu de uma necessidade interna de reunir informações dispersas e transformá-las em conhecimento capaz de subsidiar políticas públicas e ampliar o controle social sobre a violência de gênero.“O Observatório surgiu da necessidade de concentrar os dados sobre feminicídios e dar transparência a essa violência para toda a sociedade. Esse também é um desafio da Rede Nacional. No início, enfrentamos dificuldades que foram superadas por meio de parcerias institucionais. Formalizamos termos de cooperação com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e com a Polícia Civil para garantir acesso às bases de dados e estamos em tratativas com a Federação das Indústrias de Mato Grosso para incorporar informações sobre qualificação profissional e vagas de emprego. Essa integração é essencial para a sustentabilidade dos observatórios e para o fortalecimento das políticas públicas”, afirmou Claire Vogel Dutra.A mesa foi mediada pela coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal, Maria Tereza Firmino Prado Mouro, e contou com representantes do Observatório da Mulher de Teresina, do OBSERVA Minas, do Observatório de Gênero e Diversidade na América Latina (UNILA) e do Observatório da Mulher Piauiense.Na abertura dos debates, Maria Tereza destacou que a constituição da Rede Nacional representa um passo importante para fortalecer a atuação dos observatórios em todo o país.“Este é um momento para conhecermos de perto os observatórios, promover o alinhamento dos trabalhos e fortalecer essas iniciativas para que sejam sustentáveis e cumpram seu papel de produzir conhecimento e subsidiar políticas públicas para as mulheres”, ressaltou.A Rede Nacional de Observatórios das Mulheres tem como objetivo fortalecer a cooperação entre instituições que produzem e analisam dados sobre a realidade das mulheres brasileiras, promovendo o intercâmbio de metodologias, experiências e informações. A iniciativa busca qualificar a produção de conhecimento, ampliar a transparência das informações e subsidiar a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento das violências de gênero e à promoção da igualdade.Atualmente integram a rede 75 observatórios distribuídos em 17 unidades da federação. A participação do Observatório Caliandra no encontro nacional reafirma o protagonismo do Ministério Público de Mato Grosso na produção de dados qualificados sobre violência contra as mulheres e no desenvolvimento de ferramentas que fortalecem a transparência, ofertas de serviços, canais de denúncias, controle social e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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