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Passagem do projeto “Diálogos” por Sinop é marcada por 29 entrevistas

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A primeira temporada interiorizada do projeto “Diálogos com a Sociedade”, idealizado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), encerrou sua etapa em Sinop com 29 entrevistas realizadas entre os dias 21 de julho e 1º de agosto. Em parceria inédita com o Grupo Roberto Dorner de Comunicação, responsável por emissoras afiliadas ao SBT, a programação de variados temas foi exibida em formato videocast, com gravações feitas diretamente do Estúdio de Vidro montado no Shopping Sinop.O objetivo do projeto é ampliar o diálogo do Ministério Público com a população mato-grossense, por meio da discussão acessível de temas sociais relevantes. Nesta fase, os programas foram conduzidos pelo jornalista Alessandro Gomes e transmitidos de segunda a sexta-feira, das 18h às 18h45, no SBT Sinop e no canal do MPMT no YouTube. Ao longo dos dias, membros do Ministério Público, especialistas de diversas áreas, representantes de instituições públicas e da sociedade civil discutiram temas de suma importância social.Na primeira semana, os participantes abordaram assuntos voltados à arborização urbana, família acolhedora e adoção legal, abandono de idosos, apoio a vítimas de violência doméstica e combate ao crime organizado. Já na segunda semana, foram aprofundados detalhes sobre segurança no trânsito, reconhecimento de paternidade e maternidade, sustentabilidade, saneamento básico, sistema prisional e violência psicológica contra a mulher.Além dos episódios em vídeo, o projeto contempla campanhas publicitárias em diversos canais de comunicação. A proposta é tornar a atuação do Ministério Público mais próxima e compreensível à população, indo além dos espaços formais. A iniciativa reforça o compromisso do MPMT com a educação cidadã, o acesso à informação e a escuta ativa.Criado em 2024, em Cuiabá, o “Diálogos com a Sociedade” ganhou ainda mais força ao longo de 2025, com ações já realizadas também na capital no início do ano. Agora, depois de Sinop, o projeto segue para Rondonópolis e Várzea Grande, alcançando novos públicos em diferentes regiões do estado.A iniciativa conta com o apoio de parceiros, como a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Energisa, Águas Cuiabá, Oncomed, Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Unimed Mato Grosso, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Nova Rota do Oeste, Bom Futuro, Amaggi, Águas de Sinop e Aliança do Setor Produtivo.A lista completa de entrevistas em Sinop pode ser acessada no canal do Youtube do MPMT.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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