Ministério Público MT

Palestras abordam o combate ao abuso e à exploração infantojuvenil

Publicado em

“É legal fazer bonito, é legal proteger”, com esse tema a Promotoria de Justiça Cível de Colíder (munícipio distante 632km de Cuiabá) realiza, durante o mês de maio, palestras sobre o combate ao abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes, em alusão ao “Maio Laranja”.

Na segunda-feira (13), a palestra aconteceu no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade e contou com a participação das famílias assistidas pelo CRAS. Os principais sinais e sintomas presentes em casos de abuso e exploração infantojuvenil foram apresentados a aproximadamente 80 pessoas.

Segundo a promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari, “mudanças comportamentais radicais, choro excessivo sem causa aparente, sonolência no ambiente escolar, dificuldade de concentração e de aprendizagem, angústia e ansiedade, vergonha excessiva etc.” são alguns dos principais sinais presentes nesses casos de violência.

Outro ponto debatido com os familiares foi a desmistificação do perfil do abusador. Muitas vezes, o abusador é uma pessoa comum que possui uma personalidade perversa e faz parte de sua perversão enganar a todos sobre os abusos praticados.

Leia Também:  MP aciona município após morte de criança de 2 anos em hospital público

Em outras duas palestras, realizadas no dia 03 de maio, na Escola Estadual André Maggi, 110 alunos, entre 10 e 11 anos, participaram das discussões. Durante os encontros, foram apresentados vídeos que abordavam a temática e o “Semáforo do Toque”, uma forma didática de explicar para as crianças, usando as cores do semáforo (verde, amarelo e vermelho), onde elas podem e não podem ser tocadas por outras pessoas e como reagir se isso acontecer.

A promotora de Justiça explicou também que o abuso não pressupõe contatos físicos, os perigos da exposição de crianças na Internet e a necessidade de as crianças não manterem segredos com os pais.

Dia 18 de maio – O “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” foi instituído pela Lei Federal nº 9.970/00, em referência a data da morte da menina Araceli Cabrera (02/07/1964 – 18/05/1973). Esse era o nome da menina de apenas 8 anos de idade que, após ser raptada, foi estuprada e morta em Vitória (ES). O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.

Leia Também:  Creas é inaugurado em cumprimento a acordo com o Ministério Público

Canais de denúncia – A Ouvidoria-Geral do Ministério Público do Estado de Mato Grosso é o canal de comunicação da instituição com a população. Por ela, é possível fazer qualquer tipo de denúncia. As manifestações (denúncia, crítica, elogio, sugestões, reclamações ou pedidos de informação) podem ser feitas pelo telefone 127 (custo de uma ligação local), pelo WhatsApp nos números (65) 99271-0792 | 99255-4681, aplicativo MP Online (disponível para os sistemas operacionais Android e iOS), e-mail: [email protected].

*Com supervisão da jornalista Clênia Goreth

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Segunda fase da Operação Gomorra cumpre 26 ordens judiciais

Published

on

Nesta quarta-feira (1º), durante a segunda fase da Operação Gomorra, foram cumpridas 26 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, uma medida de afastamento de sigilo fiscal, quatro afastamentos cautelares de servidores públicos e 13 ordens de indisponibilidade de bens e arresto de ativos financeiros. A operação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), investiga supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública. Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 17 mil em espécie na residência de um dos investigados. Além disso, o Naco Criminal requereu à Justiça o bloqueio de ativos financeiros que somam mais de R$ 2,9 milhões. A medida visa assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar recursos que possam estar relacionados aos fatos apurados. A ação contou com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).As diligências foram realizadas nos municípios de Cuiabá e Campo Verde. Na capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas ligadas aos investigados. Já em Campo Verde, as ações ocorreram na Prefeitura Municipal e nas residências de dois servidores públicos investigados.A nova etapa da operação também incluiu medidas de quebra de sigilos telemático e fiscal, além do afastamento de servidores públicos de suas funções e da indisponibilidade de bens de investigados, entre particulares e agentes públicos.Segundo o MPMT, as determinações judiciais têm como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e apurar a eventual participação de agentes públicos e particulares em irregularidades relacionadas a contratos administrativos e procedimentos licitatórios.

Leia Também:  Creas é inaugurado em cumprimento a acordo com o Ministério Público

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA