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MPMT prestigia lançamento de programa que amplia proteção às mulheres

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso marcou presença no lançamento do Programa SER Família Mulher Na Comunidade, realizado nesta segunda-feira (10) pelo Governo do Estado, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. A procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino, reforçou o compromisso da instituição com a promoção da dignidade, da autonomia e da segurança das mulheres, atuando de forma integrada para fortalecer políticas públicas e estratégias de prevenção.A representante do MPMT apresentou o tema “Violência de Gênero e o Poder da Comunidade”, destacando estratégias de prevenção e acolhimento por meio de rodas de conversa. Em sua fala, a procuradora Elisamara Portela enfatizou o primeiro eixo da Lei Maria da Penha, a prevenção, afirmando que “prevenir é salvar vidas antes que as marcas apareçam”.Ela abordou as diferentes formas de violência contra a mulher (física, psicológica, patrimonial, sexual e moral), os sinais do abuso psicológico e os fatores que levam muitas mulheres a permanecerem em relações abusivas. A procuradora ressaltou a força da comunidade e a importância da empatia, da escuta ativa e da construção de redes de apoio, reforçando que a violência de gênero é um problema coletivo que exige compromisso social.“Hoje, o propósito é nosso: proteger, orientar e transformar. Quero que cada uma de vocês leve isso no coração. Sejam voz, para amplificar as demandas e os direitos das mulheres. Sejam escuta, para acolher as histórias e necessidades das vítimas de violência. E sejam ponte, conectando essas mulheres à rede de proteção e apoio. Que todas voltem para casa com esse chamado: ser voz, ser escuta e ser ponte”, conclamou Elisamara Portela. Sobre o programa – Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, o programa SER Família Mulher Na Comunidade tem como objetivo capacitar lideranças comunitárias para atuar na prevenção e no enfrentamento à violência doméstica e familiar, ampliando a rede de proteção às mulheres em todo o território mato-grossense. A iniciativa surge como uma ferramenta estratégica de transformação social, ao preparar agentes locais para identificar sinais de violência (não apenas física, mas também psicológica) e oferecer orientação adequada.Com essa formação, os participantes estarão aptos a atuar diretamente em seus bairros e comunidades, fortalecendo ações preventivas e garantindo que as vítimas tenham acesso rápido aos serviços de acolhimento e proteção. A proposta busca criar uma rede mais humana, sensível e efetiva, aproximando as forças de segurança das comunidades.O programa será implementado em todo o estado, com ações estruturadas em quatro eixos: combate à violência, prevenção, prestação de serviços e suporte às vítimas. Além da capacitação técnica, a iniciativa valoriza a troca de experiências entre os participantes, promovendo rodas de conversa e reflexões sobre direitos, igualdade de gênero e autonomia feminina. Essa abordagem reforça o protagonismo das mulheres e contribui para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e segura.(Com informações da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania – Setasc)

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Capacitação aborda julgamento com perspectiva de gênero no MPMT

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Com o objetivo de qualificar integrantes da instituição para a aplicação da perspectiva de gênero na atuação ministerial e contribuir para a promoção dos direitos humanos e da justiça social, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizará o curso de extensão “Julgamento com Perspectiva de Gênero e Ministério Público”. A capacitação ocorrerá nos dias 12 e 24 de agosto de 2026, de forma virtual, por meio da plataforma Microsoft Teams. A iniciativa é do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino (CAO VD), em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT. Voltado a membros e servidores do Ministério Público de Mato Grosso, o curso terá carga horária total de 10 horas/aula, incluindo atividades complementares, e certificação para os participantes. A capacitação será ministrada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) Eduardo Augusto Salomão Cambi, que abordará a aplicação da perspectiva de gênero na atuação judicial e extrajudicial do Ministério Público. O palestrante é pós-doutor pela Università degli Studi di Pavia, na Itália, mestre e doutor pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também atua como professor associado da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e do Centro Universitário Assis Gurgacz (FAG).Além da trajetória acadêmica e da atuação na magistratura, Eduardo Cambi preside o Instituto Paranaense de Direito Processual e integra a Academia Paranaense de Letras Jurídicas. Reconhecido por sua produção intelectual e contribuição ao debate jurídico, o desembargador trará reflexões sobre a incorporação da perspectiva de gênero na atuação ministerial, destacando desafios, fundamentos jurídicos e boas práticas para a promoção da igualdade e do acesso à justiça.Programação – O primeiro módulo será realizado em 12 de agosto e terá abertura conduzida pela promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, representando o CAO VD, e pelo coordenador do Ceaf, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro. Na ocasião, será ministrada a palestra “O Papel do Ministério Público na Defesa dos Direitos Humanos: Atuação Extrajudicial e Judicial”.Já no segundo encontro, marcado para 24 de agosto, os participantes acompanharão a palestra “O Protocolo de Julgamento e sua Repercussão na Atuação do Ministério Público”. A proposta é aprofundar o debate sobre os fundamentos normativos do julgamento com perspectiva de gênero, os protocolos instituídos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e as diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), evidenciando sua aplicação prática e sua relevância para a efetivação dos direitos fundamentais.Ao longo da capacitação, também serão discutidos os impactos dos estereótipos de gênero na interpretação dos fatos, na produção de provas e na tomada de decisões, além de estratégias voltadas ao fortalecimento de uma atuação ministerial ética, humanizada e comprometida com a redução das desigualdades estruturais.Segundo os organizadores, o curso busca fortalecer a implementação dos protocolos de julgamento com perspectiva de gênero e racial, estimulando práticas institucionais que contribuam para a construção de um sistema de justiça mais inclusivo, democrático e alinhado aos princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da pessoa humana.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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