Ministério Público MT

Gaeco denuncia organização criminosa que comandava crimes da cadeia

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A unidade desconcentrada de Sinop do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) – força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo – denunciou, na segunda-feira (22), 53 pessoas pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. A denúncia é resultado da Operação Joia Rara, deflagrada em junho deste ano, com o objetivo de desarticular as atividades de uma facção criminosa envolvida em delitos em diversas cidades de Mato Grosso, com destaque para os municípios de Guarantã do Norte e Novo Mundo.Conforme a denúncia, os crimes foram cometidos com agravantes, como o uso de locais públicos e coletivos para o tráfico de drogas (incluindo bares, frigoríficos, festas e casas de prostituição), além do envolvimento de adolescentes e a continuidade das atividades criminosas mesmo dentro de unidades prisionais. As investigações apontaram que um dos líderes, D. J. O. M., mantinha o comando da organização, determinando regras e punições de dentro da unidade prisional. O Gaeco pediu e a Justiça decretou a inclusão dele no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Já outros criminosos que estavam presos foram encaminhados ao Regime Penal Disciplinar para evitar que continuem a praticar delitos.Os denunciados, com participação direta ou indireta na facção criminosa, ocupavam funções como líderes, tesoureiros, distribuidores, lojistas (traficantes locais), responsáveis pelo apoio logístico e financeiro, além de atuarem no monitoramento da ação policial e na comunicação interna da organização.De acordo com o Gaeco, a facção criminosa mantinha esquema sofisticado de tráfico de drogas, funcionando como uma verdadeira empresa do crime, com divisão de tarefas, controle financeiro rigoroso e comunicação interna eficiente. Os líderes locais eram responsáveis por coordenar o tráfico, aplicar punições internas e organizar a logística de distribuição de drogas. Tesoureiros cuidavam da arrecadação de valores e repasses à facção, enquanto os chamados “lojistas” atuavam diretamente na venda de entorpecentes.A denúncia aponta ainda que os integrantes utilizavam aplicativos de mensagens para coordenar ações, compartilhar listas de mensalidades a serem pagas pelos membros e monitorar a movimentação policial. Foram encontradas planilhas de controle de vendas, listas de distribuição e registros de pagamentos via PIX, evidenciando a profissionalização do esquema.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Casal é condenado a 14 anos de reclusão por homicídio em Cuiabá 

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, na quinta-feira (2), Carolyne Beatriz da Silva e Roneclei José Mendes a 14 anos de reclusão cada um, pelo homicídio qualificado de Wesley Pinho Nardes. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante dissimulação e emboscada. Atuou em plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins. Conforme a sentença, a pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri também determinou a execução imediata da pena e a expedição dos mandados de prisão dos condenados. De acordo com a denúncia do MPMT, o crime aconteceu em novembro de 2020, nas proximidades da BR-364, no Distrito Industrial, em Cuiabá. As investigações apontaram que os denunciados agiram de forma premeditada e utilizaram arma de fogo para matar a vítima. Segundo apurado, Carolyne manteve um relacionamento amoroso conturbado com Wesley. Após retomar a convivência com Roneclei, pai de seus dois filhos, o casal passou a arquitetar a morte da vítima, motivado por sentimentos de vingança decorrentes dos conflitos existentes entre Carolyne e o ex-companheiro.Conforme a denúncia, Carolyne entrou em contato com Wesley e o convenceu a encontrá-la, simulando uma reaproximação. Em seguida, conduziu a vítima de motocicleta até um local ermo às margens da rodovia, onde Roneclei já aguardava. No local, Wesley foi surpreendido pela emboscada e atingido por disparos de arma de fogo, morrendo em decorrência dos ferimentos. O corpo foi encontrado dois dias depois, às margens da BR-364.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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