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Família Acolhedora como prioridade de proteção é apresentada em evento

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“A felicidade do outro importa tanto que eu fico ainda mais feliz que ele.” Com essa reflexão sobre a transcendência do amor ágape, o promotor de Justiça Nilton César Padovan, titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Sinop e coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Infância e da Juventude do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), buscou sensibilizar os participantes do 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e do 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, na tarde desta segunda-feira (18).O promotor de Justiça falou sobre “Responsabilidade do Poder Judiciário e do Ministério Público na criação, implantação e execução do Serviço de Família Acolhedora (SFA) no Estado de Mato Grosso, frente à Recomendação Conjunta nº 02/2024”. O painel contou com a participação dos promotores de Justiça Daniele Crema da Rocha de Souza, titular da 19ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, e Paulo Henrique Amaral Motta, titular da 14ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, e foi presidido pela juíza da 2ª Vara Cível de Tangará da Serra, Raiza Vitória de Castro Rego Bastos Gonzaga.Nilton Padovan iniciou destacando o conceito de amor ágape, entendido como o amor incondicional voltado ao bem-estar do outro, sem expectativa de retorno. “Se a gente não compreender o amor ágape, não consegue compreender a família acolhedora. A partir do momento em que eu entendo o que é esse amor – aquele que me leva a fazer algo por alguém que nem conheço, justamente no pior momento da vida – eu passo a ter a possibilidade de transformar a vida dessa pessoa para sempre”, introduziu. Na sequência, o palestrante esclareceu o conceito de acolhimento e diferenciou o acolhimento institucional do serviço de família acolhedora. “Acolhimento é uma medida de proteção prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para crianças e adolescentes que precisam ser afastados, temporariamente, de sua família de origem, seja ela natural ou extensa, quando não há familiares que desejem ou possam assumir sua guarda. Em outras palavras, esse acolhimento é para a criança ou adolescente que, naquele momento, não tem ninguém por ele”, explicou.Segundo o promotor, o acolhimento institucional deve ser compreendido como medida excepcional e provisória. “Eu só vou fazer isso se não tiver outra alternativa”, enfatizou, ao destacar que o afastamento do convívio familiar ocorre somente quando não há outra solução possível. “Se tiver qualquer outra forma de eu não promover o acolhimento, eu não promovo. É a última hipótese”, reforçou, acrescentando que, embora seja uma medida de proteção, o acolhimento pode gerar impactos emocionais, motivo pelo qual sua duração deve ser a mais breve possível.Nilton Padovan explicou que, quando se faz necessário o afastamento da criança ou adolescente, a legislação prevê duas modalidades de acolhimento. A primeira é o acolhimento institucional, mais conhecido pela população, realizado em abrigos ou casas-lares. A segunda é o acolhimento em família acolhedora, realizado por famílias previamente cadastradas, o que ele define como a passagem “do CNPJ para o CPF”. Nesse modelo, a criança passa a vivenciar o cotidiano familiar, compartilhando experiências como refeições, celebrações e atividades comunitárias.O promotor destacou que, além de proporcionar um ambiente mais humanizado, o acolhimento em família acolhedora também apresenta maior eficiência financeira. “Estudos indicam que o custo de uma criança em família acolhedora fica entre 30% e 40% do valor de uma em acolhimento institucional”, afirmou. Ele ressaltou ainda que o ECA prioriza essa modalidade em relação ao acolhimento institucional e que, inclusive em situações emergenciais, o acolhimento pode ocorrer em famílias acolhedoras, por ser mais benéfico.Outro ponto abordado foi a impossibilidade de a família acolhedora adotar a criança acolhida, sendo necessário optar entre atuar no serviço ou ingressar no processo de adoção. Segundo o promotor, essa regra existe porque o objetivo principal do acolhimento é a reintegração à família de origem e, somente quando isso não é possível, a criança é encaminhada para adoção após a destituição do poder familiar.O palestrante explicou ainda que o Serviço de Família Acolhedora se desenvolve em três fases: a formalização, com a criação de lei municipal; o funcionamento, marcado pela constituição de equipe técnica; e a efetivação, quando o serviço atinge seu objetivo principal, com o acolhimento da criança ou adolescente por uma família.Em seguida, o expositor abordou a Recomendação Conjunta nº 2, de 17 de janeiro de 2024, que trata da integração de esforços para o fortalecimento do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora. O documento orienta a atuação articulada entre o Judiciário, o Ministério Público e os gestores públicos, estimulando estados e municípios a estruturar e ampliar essa política.Ao detalhar os principais pontos da recomendação, o promotor destacou que o texto estabelece metas, estratégias e responsabilidades para a implementação efetiva do serviço. Entre os objetivos, ressaltou a meta de, até 2027, alcançar ao menos 25% das crianças e adolescentes em acolhimento inseridos em famílias acolhedoras. Para isso, prevê-se a criação de grupos de trabalho intersetoriais nos municípios, com a finalidade de estruturar e impulsionar o serviço.Por fim, Nilton Padovan enfatizou que o documento define atribuições claras para os órgãos do sistema de garantia de direitos, incluindo o dever de priorizar o encaminhamento para famílias acolhedoras e de justificar tecnicamente, especialmente nos casos de crianças de até seis anos, quando essa medida não for adotada. Segundo ele, a recomendação busca não apenas orientar, mas também induzir ações concretas, reforçando a necessidade de articulação institucional e de acompanhamento contínuo para o cumprimento das metas estabelecidas.O evento segue na terça-feira (19). Clique aqui para acessar a programação completa. Saiba mais – O encontro é uma iniciativa conjunta do MPMT, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf); do Poder Judiciário, por meio da Esmagis, da Escola dos Servidores, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ); e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), com apoio da Fundação Escola de Ensino Superior do Ministério Público (FESMP‑MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Empreendedorismo feminino é tema de oficina no Espaço MP Por Elas

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A busca pela independência financeira e pelo fortalecimento do protagonismo feminino reuniu mulheres na oficina gratuita de Empreendedorismo Feminino, realizada na terça-feira (7), no Espaço MP Por Elas, instalado no Shopping Três Américas, em Cuiabá. A capacitação, que integra a programação de cursos oferecidos pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) para incentivar a geração de renda e ampliar as oportunidades de qualificação profissional para mulheres, contou com a carga horária de quatro horas. Ministrada pela instrutora do Senac Adriana Damasceno, a oficina foi estruturada em três momentos: uma exposição sobre os principais conceitos do empreendedorismo feminino e seu início no Brasil, uma roda de conversa com uma empreendedora convidada e, por fim, uma atividade prática de elaboração do planejamento de um empreendimento. A metodologia buscou aproximar teoria e prática, incentivando as participantes a refletirem sobre seus objetivos profissionais e os primeiros passos para transformar ideias em negócios. Durante a palestra, a instrutora destacou que o empreendedorismo vai além da criação de uma empresa e representa uma ferramenta de transformação social e econômica para as mulheres. “Esse curso traz para as mulheres a oportunidade de trocar experiências, conhecer situações inspiradoras dentro do empreendedorismo. A mulher tem um diferencial característico próprio para empreender no Brasil”, afirmou. A programação também contou com a participação da empreendedora Kamila Leal, de 27 anos, que está iniciando sua trajetória no ramo da massagem e foi convidada a falar para as alunas. Ao compartilhar sua experiência, ela ressaltou a importância da identificação entre mulheres que estão vivendo momentos semelhantes. “É muito legal quando a gente vê uma pessoa que está no início. A gente se identifica com isso e vê que é um começo que está dando certo. Minha maior motivação é inspirar outras mulheres a serem independentes, donas de si mesmas, mostrando que elas podem e conseguem conquistar seus objetivos”, destacou. Entre as participantes estava Amanda Nunes, que atua como designer de sobrancelhas e pretende expandir seu negócio. Para ela, o conhecimento adquirido durante a oficina contribuirá para o crescimento profissional. “Eu quero chegar ao topo da minha profissão. Já trabalho como designer de sobrancelhas, mas quero ampliar o meu negócio. O empreendedorismo feminino, para mim, hoje é imprescindível”, afirmou. A manicure Tamires Keylla participou da capacitação em busca de mais conhecimento para iniciar sua atuação no mercado. “Estou começando agora na área de manicure e pedicure. Esse curso é uma oportunidade muito grande para aprender mais e talvez construir algo para mim. Estou aqui para adquirir conhecimento”, contou. A aposentada Evanete de Godoy viu na oficina uma oportunidade de investir em um novo projeto de vida. “Mesmo aposentada, sei que sempre tenho mais a aprender. Tenho vontade de empreender, sempre fiz muitos cursos e gostaria de abrir meu próprio negócio”, disse.Espaço MP Por Elas – É uma iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica, aliando acolhimento, orientação e ações de fortalecimento da autonomia feminina. As oficinas gratuitas seguem até o dia 30 de julho, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, e são destinadas exclusivamente ao público feminino. A programação inclui cursos nas áreas de empreendedorismo, marketing, beleza, estética e qualificação profissional, realizados em parceria com o Senac, o Shopping das Unhas e a Prefeitura de Cuiabá.

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*Sob supervisão da jornalista Ana Luíza Anache.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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