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Exposição destaca mulheres negras que rompem barreiras na ciência

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Djamila Ribeiro, Gladys West e Sonia Guajajara são apenas três das grandes mentes femininas celebradas na mostra “Mulheres Negras nas Ciências”, que teve início na tarde desta segunda-feira (21, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça. A exposição é uma iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (25 de julho). Em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e com o projeto de extensão “Mulheres nas Ciências”, a ação destaca trajetórias que romperam barreiras e abriram caminhos para as próximas gerações. Como ressaltou a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, “a importância dessa mostra é sensibilizar e conscientizar sobre um caminho já trilhado por muitas mulheres inspiradoras, que nos dão esperança por um mundo mais inclusivo, mas também nos alertam de que ainda há uma longa caminhada pela frente”.O diretor-geral do MPMT, Ricardo Dias Ferreira, destacou que, embora sejam apenas imagens expostas, é impossível não sentir a presença das histórias que elas carregam “É a força invisível dessas mulheres que, com muitas dificuldades e resiliência, conquistaram seus espaços que hoje nos inspiram. Por meio desses banners, somos convidados a aprender sobre coragem, determinação, disposição e, acima de tudo, sobre a importância de aprofundar a ciência e compartilhar o conhecimento com todos e todas”, apontou. A atividade universitária nasceu da inquietação social de alunas do curso de Física da UFMT, que perceberam a escassa representatividade feminina nos ambientes científicos, especialmente a ausência de referências a mulheres negras. A coordenadora do projeto, professora doutora Carolina Bottosso de Moura, celebra o fato da mostra estar, pela primeira vez, ocupando um espaço do Direito, e destaca o protagonismo das estudantes “O projeto nasceu da inquietação das meninas, que chegaram no departamento e se depararam com quase 40 professores homens e apenas quatro professoras mulheres. Foram elas que iniciaram tudo em 2016. Nós, professores, apenas damos apoio, o que vocês estão vendo aqui é resultado do trabalho delas”, revelou.Integrante da equipe responsável pela construção da Política Institucional de Equidade Étnico-Racial do MPMT, a servidora Fabiana de Souza Campos compartilhou a emoção de participar da exposição, destacando o valor de ocupar esse espaço como mulher negra e quilombola “Fazer parte de tudo isso é muito importante para mim como pessoa. Estar nesse espaço de direito tem um significado enorme. Ao olhar para cada banner, vejo mulheres pioneiras, que abriram caminhos e acredito que nós também estamos abrindo os nossos, sendo talvez os primeiros a construir esse marco dentro da instituição”, afirmou.A mostra poderá ser visitada nos dias 21 e 22, na entrada da Procuradoria-Geral de Justiça, e entre os dias 23 e 25, na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. Composta por 16 painéis que destacam trajetórias de mulheres negras na ciência, a exibição tem como objetivo sensibilizar os integrantes da instituição para a temática étnico-racial, com foco na valorização da presença e contribuição das mulheres negras na sociedade.Estagiária escreve sob a supervisão da jornalista Ana Luíza Anache.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Liminar atende MPMT e cobra reforço na Politec de Pontes e Lacerda

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A Justiça deferiu, nesta segunda-feira (25), o pedido de tutela de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública que cobra a regularização do quadro de profissionais na unidade da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá). A decisão atende solicitação apresentada pela promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara.A ação foi proposta após apuração de irregularidades no funcionamento da unidade, especialmente relacionadas à insuficiência de papiloscopistas e técnicos em necropsia. De acordo com o Ministério Público, o déficit de servidores tem comprometido a realização de perícias urgentes em uma região que abrange 10 municípios, gerando prejuízos à população e à própria persecução penal.O processo evidencia que a Politec local opera com quadro reduzido, contando com apenas dois papiloscopistas e dois técnicos em necropsia, além de registros frequentes de escalas de plantão incompletas. Em fevereiro de 2026, por exemplo, foram constatados oito dias sem papiloscopista e dois dias sem técnico em necropsia, enquanto a escala de maio do mesmo ano indicou dias totalmente sem cobertura pericial e poucos períodos com equipe completa.A precariedade do serviço também teve reflexos diretos na população. Um dos casos citados nos autos relata que uma família aguardou mais de dez horas para a liberação de um corpo após acidente de trabalho, em razão da ausência de equipe disponível na unidade. Na decisão, o juiz Marcelo Ferreira Botelho reconheceu a presença dos requisitos legais para concessão da tutela de urgência. Segundo o magistrado, a atividade pericial é essencial para a segurança pública e para a produção de provas nos processos criminais, sendo dever do Estado garantir a continuidade e a eficiência do serviço. O magistrado ressaltou ainda que os elementos juntados ao processo demonstram que a deficiência é estrutural, recorrente e reconhecida pela própria administração, que apontou a necessidade de concurso público para recomposição do quadro. Para o Judiciário, a omissão estatal injustificada autoriza a intervenção judicial, sem violação ao princípio da separação dos poderes. Com a decisão, o Estado de Mato Grosso deverá adotar providências para o provimento das vagas de papiloscopista e técnico em necropsia no prazo de 30 dias. Também foi determinado que, em até 15 dias, sejam iniciados ou demonstrados os procedimentos para contratação temporária emergencial desses profissionais, até que ocorra o preenchimento definitivo dos cargos. Além disso, o Estado deverá implementar de forma imediata medidas de gestão para garantir o funcionamento contínuo da unidade, como o remanejamento de servidores de outras regiões, oferta de plantões extraordinários e suporte logístico necessário para cobrir integralmente as escalas de plantão.A decisão também prevê que o Estado apresente relatório detalhado das ações adotadas, incluindo cronograma de contratação e escala de trabalho atualizada, sob pena de aplicação de multa em caso de descumprimento.Na ação, o Ministério Público destaca que a falta de profissionais compromete não apenas o atendimento à população, mas também o andamento de investigações e processos judiciais, uma vez que a perícia oficial é indispensável para a comprovação da materialidade dos crimes, conforme previsto na legislação processual penal.

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Nº PJE: 1002848-13.2026.8.11.0013.

Fotos: Politec-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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