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Estudantes de Sapezal pedem pelo fim da violência contra as mulheres

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Centenas de estudantes das redes municipal e estadual de ensino participaram, nesta sexta-feira (15), do “Arrastão do Bem – Agosto Lilás”, uma mobilização pública de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A ação foi promovida por meio de uma parceria entre a Promotoria de Justiça de Sapezal, a Secretaria Municipal de Assistência Social, a Secretaria Municipal de Educação, o Centro de Referência de Assistência Social (CREAS), Polícia Militar, Polícia Civil e Conselho Municipal em Defesa das Mulheres.Durante a manhã, crianças e adolescentes percorreram ruas e avenidas da cidade com faixas, cartazes e cruzes simbólicas, clamando por justiça e alertando sobre os diversos tipos de violência que afetam mulheres em todo o país como a física, psicológica, sexual, emocional e moral. Ao final, os estudantes fincaram cruzes em frente ao Paço Municipal em homenagem às vítimas de feminicídios.O promotor de Justiça Álvaro Schiefler Fontes participou do evento e destacou o simbolismo da data. “Em 15 de agosto de 1823, no contexto da Guerra da Independência do Brasil, ocorreu a Batalha de Acuípe, na província da Bahia, que consolidou a expulsão dos portugueses de nosso território – embora a declaração formal já tenha vindo um ano antes. Mais de 200 (duzentos) anos depois, a batalha continua, agora com outros valores, talvez mais importantes”, lembrou o promotor. Hoje, em 15 de agosto de 2025, as mulheres ainda lutam por respeito e para não serem mais agredidas”.Segundo o promotor, o grito de “basta” ecoado por centenas de jovens sapezalenses representa uma injeção de ânimo e esperança de transformação. “O Ministério Público de Mato Grosso não medirá esforços para tentar transformar essa triste realidade, onde nosso Estado é campeão de feminicídios. Que sigamos em direção a um mundo mais civilizado, onde as mulheres sejam respeitadas e a violência fique no passado.”A campanha “Agosto Lilás” é uma iniciativa nacional que visa sensibilizar a população sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de proteção disponíveis. Em qualquer situação de violência, procure a Promotoria de Justiça de sua cidade, ou pelos telefones de emergência 180 ou 190.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT reforça defesa da vida em júri de policial civil

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O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz foi retomado, nesta quarta-feira (13), por volta das 9h, no Fórum de Cuiabá.Durante a manhã, foi ouvido o delegado da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno, que à época dos fatos era superior hierárquico do réu. Ainda devem prestar depoimento três testemunhas arroladas pela defesa: os delegados Guilherme Bertoldi, André Monteiro e Guilherme Facinelli.Na terça-feira (12), primeiro dia de julgamento, foram ouvidas a ex-convivente da vítima, Walkíria Filipaldi Corrêa; o delegado plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia da ocorrência, André Eduardo Ribeiro; além de Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva e Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior, que estavam presentes no momento do crime.O julgamento é conduzido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Quarta Vara Criminal da Capital. A acusação é sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, coordenador do Núcleo de Defesa da Vida da Capital, com assistência do advogado Rodrigo Pouso. A defesa do réu é realizada pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto.De acordo com o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, o Ministério Público atua em defesa da sociedade e da preservação da vida, especialmente diante da gravidade do caso.“Estamos firmes na busca da responsabilização do réu e na tutela do interesse da sociedade em defesa da vítima. Trata-se de uma atuação que reafirma o compromisso institucional com a proteção da vida, sobretudo diante de um cenário de violência que preocupa toda a sociedade. O caso ganha ainda mais gravidade por envolver dois agentes de segurança pública, em um local de acesso público, colocando em risco outras pessoas”, destacou.O promotor também ressaltou a importância do Tribunal do Júri como instrumento democrático de participação popular.“O Conselho de Sentença representa um mecanismo fundamental de democracia participativa, em que o povo é chamado a exercer diretamente o poder de julgar. O Tribunal do Júri é o modelo mais público e transparente de realização da Justiça criminal. É importante que a população acompanhe e compreenda o trabalho desenvolvido pelos profissionais que atuam na tribuna, para que possamos alcançar’.
(Com informações do TJMT).Foto: Alair Ribeiro

Fonte: Ministério Público MT – MT

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