Ministério Público MT

Esposa e outros quatro réus são condenados por homicídio qualificado 

Publicado em

Após mais de 18 horas de julgamento, os réus Nathalia Haiana Ramos da Silva, Larissa Pamela Ramos da Silva, Maria Geralda Pereira Ramos, Lougas Augusto e Mateus Costa Barcelos foram condenados por homicídio triplamente qualificado em sessão do Tribunal do Júri da comarca de Aripuanã (a 1.002km de Cuiabá), no dia 23 de abril (terça-feira). Eles iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade. 

O crime foi cometido em janeiro de 2021, contra Márcio José da Silva. A esposa da vítima, Nathalia Haiana, a irmã dela, Larissa Pamela, e a mãe Maria Geralda ainda foram condenadas ao pagamento das custas e despesas processuais. Lougas e Mateus não precisarão pagar custas processuais, uma vez que foram representados pela Defensoria Pública e advogado dativo nomeado. 

O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso e reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, emprego de tortura e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Lougas foi condenado a 23 anos, oito meses e 20 dias por homicídio qualificado e sequestro/cárcere privado. Os demais condenados receberam a pena de 17 anos e quatro meses pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menor. Atuou no plenário do júri o promotor de Justiça substituto William Johnny Chae. 

Leia Também:  Ministério Público debate saneamento básico e atuação regionalizada

O crime ocorreu na estrada rural Salvação, em Aripuanã. Os acusados, “atuando em concurso de pessoas (…), visando objetivo comum (…), mataram a vítima Márcio José da Silva”, narra a denúncia. A vítima foi atingida por diversos disparos de arma de fogo, chegou a ser socorrida e transferida para Cuiabá, mas morreu dias depois. Segundo apurado nas investigações, no dia do crime Lougas e um adolescente foram até à casa do filho da vítima, Jonas Roberto Cardoso Silva, renderam-no e o obrigaram a levá-los até a casa do pai. 

Ao chegarem na casa de Márcio José da Silva, onde também estava a denunciada Nathalia (esposa), renderam a vítima e levaram pai e filho com mãos e pés amarrados para o local do crime, a estrada rural Salvação. Posteriormente, eles foram levados para dentro da mata, onde se iniciou uma série de torturas contra Márcio. Os agressores faziam perguntas referentes a supostos adultérios, agressões e maus tratos contra Nathalia e violação sexual da cunhada Larissa. A cada resposta em desacordo com o que esperavam, desferiam “chineladas” no rosto da vítima. 

Leia Também:  TAC prevê reforma e melhorias em praça na região do Osmar Cabral

Lougas e o adolescente então levaram Jonas de volta ao carro e retornaram para a mata onde estava Márcio, ocasião em que o adolescente disparou contra a vítima. Após o crime, eles foram até a casa de Maria Geralda, mãe de Nathalia, e avisaram que o “serviço estava feito”.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

MPMT participa de ação contra abuso e exploração sexual de crianças

Published

on

A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Água Boa (a 625 km de Cuiabá) participou no último dia 18 de maio, de uma mobilização voltada à conscientização e ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no município. A programação teve início com abertura oficial na Câmara Municipal e seguiu com um pit stop na Avenida Júlio Campos, uma das principais avenidas da cidade.A ação integra a rede de proteção do município e contou com o apoio da Prefeitura de Água Boa, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania e da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, além da Escola Estadual 9 de Julho, do Conselho Tutelar, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público.O promotor de Justiça Luís Alexandre Lima Lentisco ressaltou a importância do engajamento da sociedade e da denúncia como ferramentas fundamentais de proteção.“O enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes exige uma atuação integrada das instituições. O engajamento da população é fundamental para romper o ciclo da violência. É importante lembrar que a denúncia é um instrumento de proteção. Mesmo na dúvida, é essencial comunicar aos órgãos competentes para que as providências sejam adotadas e as vítimas sejam protegidas.”Durante o pit stop, motoristas e motociclistas receberam adesivos e materiais informativos, reforçando a importância da prevenção e dos canais de denúncia.Em casos de suspeita, a população pode denunciar junto à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso pelo telefone 127 ou pelo site da instituição.

Leia Também:  Mato Grosso condenou 142 réus por feminicídio entre 2020 e 2025

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA