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Curso de extensão “Curadoria da Vida” é promovido pelo MPMT

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Com o objetivo de fortalecer a atuação dos membros do Ministério Público no Tribunal do Júri, o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso – promove o curso de extensão Curadoria da Vida, iniciativa voltada à capacitação técnica e reflexiva sobre temas centrais da justiça criminal contemporânea. Destinada exclusivamente a membros do Ministério Público brasileiro, a formação contará com 10 módulos mensais (com pausa em dezembro e janeiro). O primeiro encontro ocorre nesta sexta-feira (25).As aulas serão virtuais, via plataforma Microsoft Teams, na modalidade de ensino síncrona (ao vivo), das 8h às 11h (horário de Mato Grosso), permitindo a participação ativa dos alunos, que poderão interagir com os professores e colegas em tempo real, esclarecendo dúvidas e compartilhando experiências. O curso reúne especialistas com ampla experiência na tribuna do Júri, que irão tratar de temas como racionalidade decisória dos jurados, técnicas argumentativas, nulidades processuais e construção de discursos persuasivos.De acordo com o coordenador da Escola Institucional, procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, o curso nasce da necessidade de qualificação contínua diante dos desafios cada vez mais complexos enfrentados no Júri, como os crimes relacionados ao tráfico de drogas, o feminicídio e a atuação de organizações criminosas.“A escolha do título Curadoria da Vida remete ao papel institucional do Ministério Público como defensor da dignidade humana e da proteção à vida, bem jurídico máximo. Assim, buscamos não apenas o aprimoramento técnico, mas também o fortalecimento de uma atuação ética, estratégica e comprometida com os direitos fundamentais”, argumentou o procurador de Justiça.O curso é uma realização da Escoa Institucional do MPMT em parceria com a Confraria do Júri – Associação dos Promotores do Júri e o Centro de Apoio Operacional (CAO) do Júri.Programação – As aulas terão início no dia 25 de julho. O primeiro módulo abordará o tema “Inteligência artificial no Tribunal do Júri”, com o promotor de Justiça do MPMT Leoni Carvalho Neto. No dia 29 de agosto, o tema será “Histórias que convencem”, com o promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo Rodrigo Merli Antunes. Confira abaixo a programação completa do curso:

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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