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Transferência de veículo de pessoa jurídica pode ser feita de forma digital em Mato Grosso

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A transferência de propriedade de veículos de pessoa jurídica já pode ser feita de forma 100% digital, sem a necessidade de deslocamento a unidades do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) para a realização do serviço.

O lançamento do serviço digital ocorreu nesta quarta-feira (7.5), no auditório da sede do Detran-MT, em Cuiabá, e contou com a participação de representantes das categorias credenciadas que atuam nos segmentos de veículos em Mato Grosso, tais como despachantes, estampadores de placas, empresas de vistoria veicular e de comercialização de veículos automotores.

Durante o evento, os participantes conheceram o passo a passo do novo sistema com realização de uma transferência digital em tempo real.

Conforme o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, a intenção é garantir mais agilidade, segurança jurídica, transparência e redução da burocracia, modernizando a forma como as transações veiculares são conduzidas em Mato Grosso.

“Esse avanço representa não apenas uma inovação tecnológica, mas também uma mudança de cultura na relação entre o cidadão e o serviço público, aproximando o Detran da realidade digital que a sociedade já vive”, destacou o presidente.

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O vice-presidente do Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas de Mato Grosso, Valdemir Alcântara, destacou que o sistema é mais uma ferramenta tecnológica que vai dar agilidade nos processos dos despachantes e segurança ao cidadão que está transferindo.

“O serviço pode ser feito de casa, de onde a pessoa estiver, sem precisar deslocamentos. Nós, despachantes, estamos confiantes que essa ferramenta vai trazer uma nova tecnologia que vai contribuir muito com o cidadão mato-grossense. Todo o processo será feito de forma automatizada, garantindo responsabilidade jurídica e confiabilidade na operação”, disse.

A transferência de veículos de pessoa jurídica pode ser feita de forma digital para veículos que possuem o Certificado de Registro de Veículo eletrônico (CRVe), emitido a partir de 21 de abril de 2021 e que pertençam à categoria PARTICULAR.

Para realizar o serviço, basta acessar o site do Detran-MT (www.detran.mt.gov.br), clicar no menu “Transferência de veículo digital”, acessar o site da empresa credenciada ao Detran e seguir o passo a passo.

Serviços digitais

Desde 2019 a atual gestão vem investindo na modernização dos serviços do Detran-MT para facilitar a vida do cidadão mato-grossense.

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O Detran-MT conta, atualmente, com mais de 20 serviços que podem ser realizados de forma online, pelo site do órgão ou pelo aplicativo MT Cidadão. São eles:

  • Renovação da CNH;
  • Emissão do Licenciamento Anual;
  • Transferência veicular digital;
  • Segunda via da CNH;
  • Troca para CNH definitiva;
  • Solicitação da Permissão Internacional para Dirigir (PID);
  • Troca para Placa Mercosul;
  • Segunda via de CRV
  • Inclusão de financiamento;
  • Baixa de financiamento;
  • Requerimento para condutor PCD;
  • Inclusão de atividade remunerada EAR na CNH (para motoristas profissionais e de aplicativo);
  • Emissão de certidão do condutor;
  • Consulta de informações de veículos;
  • Defesa e Recurso de infração de trânsito e muitos outros;
  • Emissão da credencial de estacionamento de idoso (através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito);
  • Indicação de Real Infrator (através do aplicativo Carteira Digital de Trânsito).

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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