Com foco no fortalecimento do trade turístico, a Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso já liberou mais de R$ 32 milhões em créditos para empresas ligadas ao setor em Mato Grosso, entre 2020 e abril de 2025.
O setor, composto por restaurantes, bares, cafeterias e estabelecimentos similares, foi o que mais recorreu à linha de crédito voltada ao turismo, seguido pelos prestadores de infraestrutura de apoio e eventos, prestadores especializados em segmentos turísticos e meios de hospedagem, que foram os que mais investiram em seus negócios.
Esses valores refletem o impacto positivo do crédito, contribuindo para o crescimento e a diversificação da economia local. Um exemplo disso é Adriane Barroso Pina Marques, sócia-proprietária do Santa Rosa Pantanal Hotel, no Pantanal. A empresária trabalha com hotelaria há cinco anos, com foco no ecoturismo. Ela começou no ramo devido a um sonho antigo de seu pai.
Seu negócio, que no começo tinha seis quartos, foi crescendo e ganhando proporção. Atualmente, o hotel possui 31 quartos exclusivos para atender turistas que buscam explorar a região. A capacidade do local é de 82 pessoas hospedadas.
Adriane relata que contratou a linha de crédito no ano passado e que a iniciativa trouxe benefícios significativos para o hotel, permitindo a realização de aplicações estratégicas que impulsionaram as vendas do negócio. “Foi possível investir na melhoria da infraestrutura do hotel, renovar a frota de barcos para melhor atender os turistas e instalar mais geradores de energia elétrica, proporcionando maior conforto e bem-estar aos hóspedes”, destaca.
Às margens do Rio São Lourenço, na região de Porto Jofre, o Santa Rosa Pantanal Hotel recebe visitantes de diversas partes do mundo que buscam vivenciar o Pantanal em sua plenitude, seja por meio da pesca esportiva ou da observação da rica fauna e flora da região, em especial das onças-pintadas.
A empreendedora relata que, de junho a novembro, período de seca, é quando há maior movimentação de estrangeiros em seu negócio. Os brasileiros costumam visitar o espaço no primeiro semestre do ano, no fim da piracema e início da temporada de pesca esportiva.
Crédito A linha de crédito Desenvolve Turismo oferece recursos de até R$ 1,5 milhão, com taxas de juros de até 1,4% ao mês, com bônus de adimplência de 20% para pagamento em dia. Com as modalidades Turismo e Turismo Transporte, as condições da linha são de prazos de até 120 meses e carência de até 24 meses. Os veículos são exclusivos da modalidade Turismo Transporte.
Barcos, lanchas, carros e outros meios de transporte para passeios e viagens, assim como máquinas e equipamentos nacionais novos, que podem ser usados para aprimorar o atendimento, estão entre os itens financiáveis pelo crédito. Insumos e estoques para se preparar para grandes eventos, assim como materiais para reforma e obras civis, podem ser adquiridos por meio da linha. Energia solar, móveis e utensílios nacionais novos também estão incluídos, com o objetivo de proporcionar maior conforto aos clientes.
Empresas com CNAEs de turismo podem solicitar o crédito no site desenvolve.mt.gov.br. O processo é 100% digital. Também é possível entrar em contato e tirar dúvidas pelo telefone (65) 3613-7900.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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