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“Subir no pódio foi uma sensação muito boa, todo o meu esforço valeu a pena”, diz estudante judoca de Tangará da Serra

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Os alunos-atletas da Escola Estadual de Tempo Integral Ramon Sanches Marques, de Tangará da Serra, retornam a Mato Grosso na noite dessa segunda-feira (8.9) trazendo na bagagem quatro medalhas e a experiência única de representar o estado em uma competição internacional, a 26ª Copa Hacoaj de Judô, realizada entre os dias 6 e 7 de setembro, em Buenos Aires, na Argentina.

O destaque da delegação foi Eduardo Henrique, estudante do 8º ano, que conquistou a medalha de ouro e garantiu o lugar mais alto do pódio. Yasmin Teodoro, do 9º ano, brilhou ao conquistar duas medalhas de prata em categorias diferentes, e Davi Lino, do 1º ano do Ensino Médio, que volta com o bronze após enfrentar sete lutas intensas.

A equipe ainda contou com os judocas Alister Natan e Bryan Marques, ambos do 8º ano, que também competiram e reforçaram o espírito coletivo da delegação.

Para Yasmin, a experiência foi transformadora. “Subir no pódio foi uma sensação indescritível. Todo o meu esforço valeu a pena. Nunca imaginei que iria viajar para outro país e disputar um campeonato de judô. Esse foi um grande passo para a nossa carreira”, afirmou.

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Eduardo Henrique, campeão da categoria, destacou a alegria de poder dividir a conquista com sua família. “Estou muito feliz pela medalha e pela viagem. Agora estou ansioso para chegar em Tangará da Serra e mostrar essa vitória para todos que torceram por mim”, disse.

O medalhista de bronze, Davi Lino, ressaltou que o intercâmbio esportivo vai além da competição. “Foi uma experiência incrível. Além das lutas, tivemos a oportunidade de conhecer uma nova cultura e fazer amizades”, destacou.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, conquistas como essa comprovam o poder transformador do esporte dentro da escola.

“A educação e o esporte, juntos, levam aos estudantes a oportunidade de conhecerem novas pessoas, estados e países. São experiências que ampliam horizontes e transformam sonhos em prática. Estamos muito felizes por ver nossos estudantes representando Mato Grosso em nível internacional”, afirmou.

A diretora da escola, Dheimy Cristiane, também celebrou os resultados. Segundo ela, as medalhas são consequência direta da dedicação dos alunos e da proposta pedagógica da unidade, que é vocacionada ao esporte.

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“Esse resultado é fruto de disciplina, esforço e compromisso. Cada treino, cada ajuste de alimentação, cada dia de preparação foi decisivo. As medalhas conquistadas são símbolos de superação e aprendizado, e ficarão marcadas para sempre na vida de cada um deles”, completou.

Os cinco judocas seguem viagem para Tangará da Serra, onde devem chegar na madrugada desta terça-feira (9).

Fonte: Governo MT – MT

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Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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