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Sinfra toma novas providências para evitar acidentes na Estrada para Chapada

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística emitiu nova portaria neste domingo (24.12) restringindo os veículos que podem circular pelo trecho do Portão do Inferno, na MT-251, estrada que liga Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

A principal alteração é a proibição da circulação de ônibus que realizam o Transporte Intermunicipal de passarem pelo trecho. A única exceção são as linhas que fazem o transporte diretamente entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, das empresas CMT e Marianny Transportes.

A portaria mantém a liberação de vans de até 16 passageiros sentados, mais o motorista, no entanto esses veículos não podem transitar com carretas acopladas. Tanto os ônibus, quanto as vans, só podem passar pelo local respeitando a capacidade máxima de passageiros sentados, não sendo permitida lotação acima disso.

A Agência Estadual de Regulação (Ager-MT) está comunicando todas as empresas do Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal (STCRIPT) sobre as restrições.

Veículos de até 14 metros de extensão, 29 toneladas de Peso Bruto Total e quatro eixos podem transitar pela rodovia apenas no trecho entre Cuiabá e o Terminal Turístico da Salgadeira, e entre Chapada dos Guimarães e a Região dos Buritis.

Caminhões maiores do que isso não podem transitar em qualquer trecho da MT-251 entre a rotatória para Manso e a rotatória para Água Fria.

Rota Alternativa

A Sinfra-MT reforça que a rota alternativa para veículos pesados é sair de Chapada e ir em direção a Campo Verde pela MT-251, acessar a MT-140 na altura do posto Gardez e depois ir pela BR-070 em direção a BR-163,sentido Cuiabá.

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No sentido oposto, os veículos devem ir pela BR-163, até a BR-070, de onde chegarão a Campo Verde e podem se deslocar até Chapada dos Guimarães pela MT-251.

Devido a restrição na região do Portão do Inferno, veículos tem buscado a rota pela MT-020 em direção a Água Fria e depois a MT-246 para Manso. No entanto, o trecho de 33 km da MT-246 não está implantado e, por isso, não suporta o trânsito de caminhões com mais de 24 toneladas.

Uma simulação realizada pelo Google Maps, mostra que o trânsito por Campo Verde tem previsão de duração similar ao de Água Fria, em torno de duas horas e quarenta minutos.

A Sinfra-MT recentemente emitiu a ordem de serviço para início das obras de asfaltamento da rodovia. Há equipes trabalhando para melhorar as condições e máquinas para auxiliar veículos parados.

Defesa Civil

No sábado foram registrados novos deslizamentos no trecho do Portão do Inferno. Em razão disso, a rodovia ficou temporariamente bloqueada, para que fosse realizada uma vistoria por equipes da Sinfra e da Defesa Civil.

Desde então, a rodovia está parcialmente bloqueada, com apenas uma pista aberta e funcionando no esquema de pare e siga. Equipes da Polícia Rodoviária Estadual estão organizando o trânsito, com pontos de bloqueio a 1,5 km do Portão do Inferno.

Neste domingo (24) a Sinfra-MT pediu à Secretaria Adjunta de Defesa Civil de Mato Grosso, que realize uma vistoria no Portão do Inferno e emita um laudo técnico, informando se é necessária ou não a interdição completa deste trecho da rodovia.

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Alertas

Desde o sábado, o site do Governo de Mato Grosso conta um banner informando se a rodovia está liberada, parcialmente interditada ou completamente interditada.

Da mesma forma, letreiros luminosos estão sendo colocados em diversos pontos da MT-251 com essa informação. É importante que a população consulte as informações oficiais antes de seguir viagem, para evitar contratempos.

A Sinfra-MT também instalou uma estação pluviométrica no Portão de Inferno, para subsidiar a tomada de decisões referentes a interdição do trecho. Câmeras de segurança estão sendo instaladas e em breve serão disponibilizadas à população, para facilitar o acompanhamento da situação no trecho.

Medidas Emergenciais

Ao longo de todo mês de dezembro, a Sinfra-MT tem tomado providências para evitar acidentes no trecho do Portão do Inferno. É importante destacar que, apesar de a MT-251 ser uma rodovia estadual, todo o seu entorno, incluindo as áreas que estão desmoronando sobre a pista, está dentro do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, área administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Entre as ações emergenciais, estudadas pela Sinfra-MT com a finalidade de garantir a segurança da rodovia, estão: a inclusão de sinalizadores e balizadores na região, o desbaste e derrubada de árvores nas rochas e retirada das rochas soltas, com aplicação de tela protetora.

Além disso, o Governo de Mato Grosso decretou Situação de Emergência no trecho, autorizando a Sinfra-MT a realizar as obras e ações necessárias, incluindo a reabilitação estrutural da área atingida.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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