A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) concluiu a capacitação de 64 servidores da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil para uso das ferramentas do programa de videomonitoramento Vigia Mais MT. O treinamento foi realizado pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) em parceria com a empresa Multiway, no auditório Villa Grecco, no bairro Goiabeiras.
A capacitação, com duração de 32 horas-aula, ocorreu entre os dias 22 e 25 de maio e envolveu servidores lotados em delegacias e batalhões de Cuiabá, Várzea Grande e 17 municípios do interior do Estado onde o programa já está em andamento. Também participaram servidores da Inteligência, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Os agentes das forças de segurança aprenderam a utilizar o Vigia Mais MT em suas três vertentes (WEB, Desktop, Mobile), visando extrair o máximo de utilidade da tecnologia que ajuda na resolução de ocorrências, seja em tempo real ou em imagens gravadas em nuvens.
No curso, foram abordados também os principais conceitos e ferramentas que auxiliam na identificação de veículos suspeitos via câmeras OCR (que permitem a leitura de placas), como pesquisa de passagem e todos seus filtros, gestão de ocorrências e módulo de recepção e gestão de alarmes.
As ferramentas de inteligência e funcionalidades analíticas refinam os resultados baseados nos bancos de dados recebidos através dos pontos de coleta, bem como informações inseridas pelos operadores do Sistema Sentry.
O superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alvarez Sant’Ana, salienta a necessidade de aperfeiçoar o trabalho das forças de segurança em benefício da população.
“Ao adotar os procedimentos técnicos, o policial treinado será capaz de extrair o máximo de informações das ferramentas, subsidiando investigações da Polícia Civil e ações da Polícia Militar. Isso resultará na melhoria do tempo de resposta das ações policiais, na preservação das provas, na materialidade dos dados e vídeos, e na resolução das ocorrências”.
Videomonitoramento
O programa Vigia Mais MT foi lançado pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário da Segurança Pública, coronel PM César Roveri, em março de 2023. Com investimento aproximado de R$ 30 milhões, serão distribuídos 15 mil equipamentos, entre câmeras fixas e dos modelos speed domes e OCRs (que permitem a leitura de placas de veículos). Somente em Cuiabá foram investidos R$ 5,6 milhões e disponibilizados 3.932 dispositivos.
Antes mesmo do lançamento, o programa já havia sido apresentado a prefeitos e instituições, que manifestaram interesse imediato de adesão. Os equipamentos foram entregues após a formalização de um termo de cooperação. A instalação das câmeras é de responsabilidade do parceiro. Após a instalação, o Ciosp passa a ter acesso a todas imagens captadas.
Os critérios para definição do número de câmeras destinadas a cada município levam em conta a população, renda per capita e os índices criminais. Já os pontos de instalação são definidos a partir de estudo e análises de dados criminais, e planos de ações estratégicas feitos pelos órgãos de segurança pública – Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e Corpo de Bombeiros.
Podem se habilitar ao programa Vigia Mais MT entes públicos, privados, pessoas físicas, jurídicas, órgãos, entidades, conselhos, associações comerciais da administração pública federal, estadual e municipal, além de consórcios públicos intermunicipais.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
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