A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) iniciou nesta terça-feira (16.12), em Cuiabá, o Curso de Mudanças Climáticas e Salvaguardas Socioambientais para representantes de povos e comunidades tradicionais de cinco municípios do Vale do Rio Cuiabá. A capacitação, realizada na Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, se estenderá até quinta-feira (18).
De acordo com a superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão da Sema, Juliana Carvalho, a proposta do curso é proporcionar a formação desses grupos sobre salvaguardas socioambientais no contexto do Sistema Estadual de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).
“Nosso objetivo é fortalecer a voz e o protagonismo dessas comunidades na participação das políticas e projetos de REDD+ para cumprimento das salvaguardas”, ressaltou a superintendente.
As salvaguardas são o conjunto de medidas e normas para potencializar os impactos positivos e prevenir ou minimizar os impactos negativos dos projetos e programas de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal. O Sistema Estadual de REDD+ foi instituído em Mato Grosso por meio da Lei Estadual 9.878/13.
Participam da capacitação, representantes de comunidades localizadas nos municípios de Poconé, Nossa Senhora do Livramento, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães e Várzea Grande. Entre elas, as comunidades do Barreiro, Quilombo, Cachoeirinha, Quilombola Ribeirão da Mutuca, Carrapatinho, Grupo de Mulheres Força do Cerrado e Capão Verde.
O conteúdo programático do curso, viabilizado com apoio do Programa REM, inclui discussões sobre conceitos relacionados ao ciclo biogeoquímico do carbono, variáveis e fatores do clima, efeito estufa, mitigação e adaptação, convenção do clima, interações entre a atmosfera e florestas, Sistema Estadual de REDD+, programas jurisdicionais, mecanismos de financiamento, entre outros temas.
“Esperamos que, ao longo do curso, os participantes possam esclarecer todas as suas dúvidas para multiplicarem as informações em suas comunidades. A capacitação está sendo gravada e também será disponibilizada para facilitar a compreensão”, explicou a biológa Elaine Corsini, facilitadora da capacitação.
Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.
Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.
Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.
“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.
Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.
Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.
Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.
A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.
Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
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