MATO GROSSO

Polícia Civil interroga autor de feminicídio em Várzea Grande após ser preso por matar outra vítima em MS

Publicado em

A equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) interrogou, nesta quarta-feira (29.10), um homem investigado pelo crime de feminicídio, ocorrido em junho de 2022, em Várzea Grande. Ele foi preso em flagrante em uma cidade do estado de Mato Grosso do Sul por cometer outro feminicídio.

Além da prisão em flagrante, ele era considerado foragido da Justiça de Mato Grosso. Ele estava com mandado de prisão preventiva decretado em razão do feminicídio que vitimou Silbene Duroure da Guia. A ordem judicial também foi cumprida nesta quarta-feira.

Em interrogatório realizado por videoconferência, conduzido pelo delegado Edison Pick, G.C.S., o homem confessou a autoria do crime, alegando que estava sendo traído pela companheira. A investigação da DHPP apontou que, na verdade, eles já estavam separados.

Conforme apurado no inquérito policial instaurado na DHPP, o crime foi cometido por ciúme e vingança, após o autor não aceitar o fim do relacionamento. A vítima foi morta com golpes de faca, dentro da residência onde o casal morava, durante uma discussão. O suspeito ligou para o irmão logo após o crime e confessou o homicídio. Em seguida, ele fugiu para o estado de Mato Grosso do Sul, no qual também cometeu outro feminicídio e foi preso em flagrante.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros resgata homem de 35 anos após desaparecimento em área de mata

Durante as investigações, foi constatado que o casal mantinha um relacionamento conturbado, com histórico de ameaças, brigas e agressões. O autor e a vítima haviam se separado em 2021, mas ele continuava a persegui-la e ameaçá-la, por não aceitar que a vítima estava começando um novo relacionamento.

“Por meio do interrogatório, ficou claro que ele premeditou o crime, uma vez que foi buscar a vítima no trabalho com o pretexto de que o filho estava doente, mas, na verdade, ele já tinha o plano em mente de tirar a vida da ex-companheira”, explicou o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Polícia Civil captura mais integrantes da facção criminosa alvo da Operação Cartório Central

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros resgata homem de 35 anos após desaparecimento em área de mata

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA