MATO GROSSO

Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação orienta o desenvolvimento científico e tecnológico do estado

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A criação do Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (PCTI) marca um momento decisivo para o futuro do Estado. Elaborado pelo Governo de Mato Grosso, através de uma parceria da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) com a Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o documento é um instrumento estratégico para o desenvolvimento científico, tecnológico e inovador do estado.

A construção do texto baseou-se em análise de evidências e ampla escuta social, por meio de oficinas regionais promovidas em Cáceres, Sinop, Rondonópolis, Cuiabá e Barra do Garças, envolvendo universidades, ICTs, empresas, ambientes de inovação, gestores públicos e sociedade civil. Esse processo validou a Visão de Futuro, Objetivo Geral e seis eixos estratégicos do plano.

A Visão de Futuro projeta Mato Grosso, até 2035, como referência nacional em inovação sustentável, com talentos valorizados, governança colaborativa e desenvolvimento humano e territorial equilibrado

No comando dessa ação, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, define essa estratégia como um ponto de referência para o desenvolvimento tecnológico de Mato Grosso com mais competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento social.

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“É com muito entusiasmo e senso de responsabilidade que estamos lançando o Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, uma ação inédita em Mato Grosso. Esse plano representa um passo decisivo para promover um avanço expressivo na inovação, na ciência e na tecnologia em nosso estado. Estamos criando bases sólidas para fortalecer a pesquisa, incentivar o desenvolvimento tecnológico, gerar oportunidades e preparar Mato Grosso para os desafios do presente e do futuro, com mais competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento social”, ressaltou o secretário.

Consulta Pública

Para garantir que o Plano integre diferentes demandas da sociedade, a Seciteci o disponibilizou para consulta pública, para que instituições e comunidade em geral possam avaliar seus eixos estruturantes. O documento completo está disponível no site da Seciteci (Clique aqui). O prazo para submissão de pareceres é de 19 a 23 de janeiro, via formulário online (clique aqui).

De forma que podem sugerir ações e estratégias sobre cada um; sendo eles: Eixo A: Ampliar o Fomento e o Financiamento à CT&I; Eixo B: Aprimorar a Governança e a Articulação com o Setor Privado; Eixo C: Formação e Retenção de Talentos para CT&I; Eixo D: Sustentabilidade, Economia Verde e Clima; Eixo E: Infraestrutura Estratégica, Conectividade e Desenvolvimento Regional; e Eixo F: Setores Estratégicos e Empreendedorismo.

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*Com supervisão de Beatriz Passos

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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