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Percentual de mulheres beneficiadas com editais da Cultura em MT dobrou na atual gestão, destaca secretário adjunto

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O secretário adjunto de Cultura de Mato Grosso, Jan Moura, apresentou números que mostram a inclusão de grupos considerados minorias nos editais da cultura promovidos pelo Estado, durante o 1º Fórum Internacional: Cultura, Sustentabilidade e Cidadania Climática, realizado nesta semana, em Belém (PA). Ao todo, 54% dos beneficiados nas seleções públicas são mulheres, e, entre os 46% dos homens atendidos, 64,5% são negros. Até 2019, antes da reformulação realizada pela atual gestão, 70% dos beneficiados eram homens brancos.

“Estamos fazendo realmente um trabalho de equidade tão desafiador como qualquer outro. Antes da começarmos essa política mais afirmativa, os critérios desqualificavam e desiquilibravam os processos de concorrência. Ainda temos muitos desafios, mas trabalhamos para melhorar e já estamos orgulhosos dos resultados e dos caminhos que a gente tem trilhado”, destacou o secretário.

Moura destacou que, neste ano, Mato Grosso lançou o observatório cultural com objetivo de integrar o Estado ao Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais.

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“Estamos construindo um sistema de mapeamento e de georreferenciamento. Tentando entender como vamos fazer essa virada também nas observações dos nossos indicadores. Então, com ações afirmativas equilibramos o processo, já que antes não havia política de inclusão das populações polarizadas e hoje buscamos trabalhar na atuação de diversos segmentos”, pontuou.

A cultura é a principal política pública, pois é capaz de dialogar com a saúde, meio ambiente, educação, segurança pública, moradia e a agricultura, pontuou Moura.

“Não se trata necessariamente do lançamento de um edital, às vezes é trabalhar uma organização social que capacita a gestão desses territórios em diálogos e em construção. São programas específicos e de aceleração, como na economia criativa, que vamos tentando entender a nossa atuação nas suas mais diversas diferenças”, sugeriu.

O fórum que contou com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, antecedeu a Cúpula da Amazônia – IV Reunião de Presidentes dos Estados Partes no Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e referendou uma carta de secretários e secretárias de Cultura da Amazônia Legal.

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O evento aconteceu no Teatro Estação Gasômetro, na capital paraense, e reuniu lideranças, ativistas e pensadores de todo o mundo.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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