MATO GROSSO

Nova Tabela SUS MT impulsiona Fila Zero e aumenta em mais de 300% os atendimentos do programa

Publicado em

A nova Tabela SUS Mato Grosso, implantada por meio do Decreto nº 2.005/2026, já apresenta resultados expressivos na segunda etapa do Programa Fila Zero, chamado “Fila Zero 3.0”. A atualização dos valores pagos aos prestadores amplia a oferta de serviços especializados, fortalece a rede parceira do Sistema Único de Saúde (SUS) e acelera o acesso da população a consultas, exames e cirurgias eletivas.

Além de ampliar de 466 para 556 o número de procedimentos contemplados pelo programa, a nova Tabela SUS MT tornou a participação da rede prestadora mais atrativa e proporcionou um crescimento imediato da produção assistencial.

No primeiro semestre de 2025, o Fila Zero registrou a execução de 55.614 procedimentos. Já no mesmo período de 2026, até 30 de maio, foram realizados 226.421 procedimentos, um aumento de mais de 300%, com 170.807 atendimentos a mais em relação ao ano anterior.

Durante entrevista à Rádio Nova nesta segunda-feira (15.6), o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, explicou a ideia por trás dessa iniciativa.

Leia Também:  Sema embarga 1,86 milhão de hectares por crimes ambientais de 2019 a 2024

“A Tabela SUS Mato Grosso é uma iniciativa do governador Otaviano Pivetta e é uma estratégia para aproximar os prestadores de serviço, que realizam procedimentos e exames na área da saúde, às nossas necessidades. As unidades que já executavam os procedimentos para o Estado estavam sobrecarregadas, ocupadas com urgência e emergência, então precisávamos atrair novos prestadores, reconhecendo que a Tabela SUS Nacional não é atrativa”, explicou.

Os reflexos da nova política também podem ser observados na expansão da rede credenciada. Desde a implantação do Fila Zero 3.0, sete novos prestadores passaram a integrar o programa, ampliando a capacidade de atendimento em diversas regiões do Estado.

A confiança dos gestores municipais e regionais na iniciativa também cresceu. Após a publicação do decreto, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) recebeu 18 novas propostas de adesão ao programa, sendo 14 apresentadas por municípios e quatro por consórcios intermunicipais de saúde.

“Por meio desta iniciativa, nós já crescemos em torno de 300%, em comparação com o mesmo período de 2025. A nova Tabela SUS entrou em vigência no mês de maio e, desde então, nós já tivemos 14 novas propostas municipais no programa Fila Zero e sete novos prestadores. Somando isso à estratégia do programa Fila Zero, que já vinha crescendo, ganhamos uma grande força”, acrescentou.

Leia Também:  Bombeiros extinguem incêndios em residências nos municípios de Confresa e Cáceres

Outro resultado importante foi a redução do tempo médio de espera para a realização de cirurgias eletivas. O prazo caiu de 77 para 45 dias, representando uma diminuição de 41,37%, o que reflete maior eficiência e resolutividade no atendimento prestado pelo SUS em Mato Grosso.

Com os resultados alcançados nos primeiros meses de vigência da nova Tabela SUS MT, a SES-MT consolida o Fila Zero 3.0 como uma das principais estratégias para reduzir a demanda reprimida e ampliar o acesso aos serviços especializados em Mato Grosso, garantindo mais eficiência e qualidade no atendimento à população.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Documentário sobre os 60 anos do Corpo de Bombeiros já está disponível no YouTube

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Rotam apreende arma de fogo, munições e simulacro de fuzil em Pontes e Lacerda

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA