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MT promove potencial agrícola, industrial, logístico e turístico na Bolívia, Peru e Argentina

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Mato Grosso avança no processo de internacionalização econômica e turística com a participação em três importantes feiras internacionais neste mês de setembro: a Expocruz, em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia); a Expoalimentaria, em Lima (Peru); e a FIT Latin America, em Buenos Aires (Argentina). A missão é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e pela Agência de Promoção de Investimentos (Invest MT), com o apoio de representantes da iniciativa privada, universidades e prefeituras.

De 18 a 27 de setembro, o Estado marca presença na Expocruz e na Expoalimentaria, dois dos maiores eventos de negócios da América Latina. O objetivo é fortalecer o posicionamento de Mato Grosso no eixo boliviano-peruano, ampliando a promoção comercial, a prospecção de investimentos e a divulgação das potencialidades nas cadeias produtivas agrícola, industrial e logística.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, que estará presente nas três feiras, a agenda é decisiva para ampliar as conexões internacionais do Estado.

“A presença de Mato Grosso nesses eventos internacionais reforça nossa estratégia de colocar o Estado no mapa dos grandes negócios da América Latina. Estamos abrindo portas para atrair investimentos, ampliar exportações e integrar nossa economia aos principais polos produtivos da região. É uma ação que gera oportunidades para o setor privado, fortalece cadeias produtivas e amplia a competitividade do nosso Estado no mercado internacional”, afirmou.

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A participação mato-grossense reúne lideranças governamentais, empresários, representantes da UFMT e secretarias municipais, demonstrando a transversalidade da estratégia. Para o presidente da Invest MT, Mirael França, o trabalho em conjunto é fundamental.

“A missão tem caráter estratégico porque reúne governo, empresários, universidades e entidades de classe em um esforço conjunto de internacionalização. A Invest MT tem atuado como facilitadora dessas conexões, identificando oportunidades e criando condições para que empresas de Mato Grosso se insiram em mercados de alto potencial, como o boliviano e o peruano”, explicou.

Em Santa Cruz de La Sierra, considerada a capital econômica da Bolívia, o Estado participa da Expocruz, maior feira multissetorial boliviana, que reúne entidades empresariais, governo local e operadores logísticos. Já em Lima, na Expoalimentaria, principal feira de alimentos da América Latina, a missão terá foco em prospecção de importadores, exportadores e organismos governamentais ligados ao setor.

Na sequência, de 27 a 30 de setembro, Mato Grosso será destaque na FIT Latin America, maior evento de turismo da região, realizado em Buenos Aires. O Estado participa como coexpositor da Embratur, com a missão de promover seus atrativos turísticos junto a profissionais e visitantes, um público estimado em 125 mil pessoas.

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Durante a feira, será lançado oficialmente na América do Sul o evento FIT Pantanal, com cerimônia exclusiva organizada por Mato Grosso e presença de autoridades como o embaixador do Brasil na Argentina e o ministro do Turismo argentino. A ação busca aproveitar o mercado argentino, o maior emissor de turistas internacionais para o Brasil, e que tem aumentado a procura por destinos de ecoturismo.

De acordo com a secretária adjunta de Turismo, Maria Letícia Costa, a presença na FIT reforça a estratégia de posicionar o Estado como destino internacional.

“O turismo é uma das frentes que mais se beneficiam desse processo de internacionalização. A participação na FIT Latin America e o lançamento da FIT Pantanal na Argentina representam uma vitrine para mostrar ao público sul-americano as riquezas naturais, culturais e gastronômicas de Mato Grosso. Nosso objetivo é consolidar o Estado como destino de ecoturismo e turismo de experiência, ampliando o fluxo de visitantes e fortalecendo a economia local”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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