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Instituto completa 50 anos com avanços na na identificação civil e criminal em Mato Grosso

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Antes dos sistemas biométricos e da Carteira de Identidade Nacional, a identificação dos mato-grossenses dependia do trabalho minucioso de datiloscopistas, arquivos físicos e pesquisas manuais de impressões digitais. Há 50 anos, a criação do Instituto de Identificação Aroldo Mendes de Paiva, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública, e que hoje compõe a atual estrutura da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), marcou um novo capítulo dessa história, modernizando os serviços de identificação civil e criminal e transformando Mato Grosso em referência nacional na área.

Antes do advento do nome do Instituto de Identificação, o serviço já existia no Estado, desde o ano de 1921, a partir da promulgação do Decreto Lei, nº 845, que instituiu o Gabinete de Identificação e Estatística Criminal.

A solenidade de inauguração do Instituto de Identificação, realizada no dia 04/06/1976, contou com a presença de autoridades públicas como o secretário de segurança pública Aloysio Madeira Évora, e do Governador Garcia Neto que na ocasião recebeu a primeira carteira de identidade expedida pelo Instituto. A finalidade do instituto era centralizar dados criminais e fornecer antecedentes para investigações, tendo papel fundamental no sistema de segurança pública ao realizar a identificação criminal de pessoas investigadas ou processadas pela Justiça.

Conforme a portaria publicada no Diário Oficial de 28/07/1976, cabia ao órgão receber os registros de identificação feitos pelas autoridades policiais, realizar pesquisas cadastrais, manter arquivos de prontuários criminais e fornecer folhas de antecedentes para instrução de inquéritos e processos.

No âmbito civil, competia ao Instituto organizar e manter arquivos de identificação de pessoas, utilizando técnicas de identificação datiloscópica e cadastro individual.

A evolução contínua no processo de expedição foi documentada pela imprensa local, que registrava os investimentos em novos equipamentos e profissionalização dos servidores. Os documentos históricos consultados fazem parte do acervo físico e digital disponibilizados pela Superintendência de Arquivo Público de Mato Grosso.

Entre os anos de 1976 a 1979, as notícias retratavam um período marcado pela desburocratização dos serviços públicos e pela centralização administrativa, que no âmbito da identificação técnica resultou na catalogação e formação de arquivo físico contendo os prontuários civis com dados biográficos e biométricos de todo indivíduo identificado em Mato Grosso, que são mantidos e utilizados até hoje.

Os jornais informavam a população sobre a uniformização de critérios para a obtenção do documento, os valores para a expedição, e a padronização do modelo de carteira de identidade conforme as normas da Polícia Federal. Também noticiavam a ampliação do acesso ao documento na capital e no interior do Estado, por meio de serviços realizados por equipes volantes, a alta nos números de produtividade, e os benefícios trazidos à população pelo órgão.

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O instituto leva o nome do seu então diretor – Bacharel Aroldo Mendes de Paiva, que era o porta-voz frequente nas matérias com orientações sobre as últimas atualizações dos serviços. Reportagem publicada em 15 de dezembro de 1977, destacava a importância da criação do arquivo datiloscópico, que possibilitou a prisão de vários criminosos procurados pelas polícias militares de Mato Grosso e de vários estados do país. Também evidenciou a realização de capacitações de servidores na área da papiloscopia, com a habilitação de 50 novos profissionais da área no ano de 1977.

Nesse período, Mato Grosso era um dos três estados do país que só expediam carteiras de identidade e certidões de antecedentes criminais após efetuar a pesquisa datiloscópica – a técnica baseia-se na análise dos desenhos das cristas papilares na ponta dos dedos, que são únicos e imutáveis ao longo da vida de um indivíduo. “Esse procedimento tem evitado por várias vezes frustradas tentativas de falsificação de RG”; “Trabalho dinâmico e pioneiro no país: técnicos do instituto vão à grandes empresas públicas e particulares e no local despacham a documentação necessária, sendo modelo para os institutos de outros estados do país”, diz trechos das reportagens.

O papiloscopista aposentado Hélio Stech ingressou na Politec no ano de 1979 tendo atuado durante o processo de divisão do Estado de Mato Grosso, e teve a oportunidade de trabalhar e capacitar profissionais no Estado recém-criado, além de atuar na identificação de inúmeros moradores de grande parte de Mato Grosso. “A criação do instituto foi um grande avanço, contribuindo para a identificação de grande parte da população. A identidade era primordial pra aposentadoria desses trabalhadores, e nós fazíamos além do possível para levar o serviço seja de carro ou de avião para todos os que necessitavam”, relembrou.

Conforme o jornal “O Estado de Mato Grosso”, em 1978 o instituto já havia expedido mais de 240 mil documentos de identificação civil e criminal no estado de Mato Grosso. À ocasião, o Instituto era responsável pelo atendimento em 15 postos de identificação, que eram anexos às Delegacias de Polícia.

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O aumento da procura pelo documento devido à mudança no modelo de documento de identidade no ano de 1978 resultou na formação de filas em frente ao único posto de identificação de Cuiabá. A unidade expedidora atendia a demanda diária de 1.600 processos cíveis e criminais o que exigia uma carga diária de doze horas de trabalho dos servidores. Como solução para o problema, houve a necessidade de descentralização dos serviços com a criação de mais dois postos de identificação na capital e a prorrogação do prazo para a mudança definitiva para o novo RG.

A papiloscopista Lourdes Rodrigues de Souza Neves ingressou no cargo no mesmo ano da criação do Instituto e presenciou todo o processo de evolução tecnológica e processual do serviço de identificação. Ela ressalta que apesar de todas as mudanças positivas, a individualização das impressões digitais por meio análise e classificação continua sendo a base que sustenta o trabalho de identificação humana. “A pesquisa das impressões digitais que hoje são feitas através de sistemas automatizados eram feitas de forma manual por datiloscopistas. Os prontuários civis eram datilografados e geravam um documento chamado onomástico que era uma espécie de cartão com todas as informações da carteira de identidade da população. A tecnologia atual facilitou todo o processo, mas eu prefiro o método anterior que conferia mais organização nos arquivos civis e criminais.

Para a Diretora Metropolitana de Identificação Técnica, Angela Quatti Nogarol Teixeira, os avanços e o protagonismo no Estado de Mato Grosso frente a outros estados são legados importantes do instituto, e que se refletem na qualidade dos serviços prestados pela Politec na área de identificação técnica na atualidade.

“A implantação da tecnologia para a coletabiométrica e, posteriormente, do sistema automatizado de busca Biométrica (Abis), consolidou Mato Grosso entre os estados mais avançados na área de identificação civil. Em 2023, com o lançamento da Carteira de Identificação Nacional (CIN), os cidadãos passaram a contar com um documento padronizado em todo o país, vinculado ao CPF como número único de identificação, proporcionando maior segurança contra fraudes, integração entre órgãos públicos, simplificação do acesso a serviços e mais eficiência na gestão das informações cadastrais”, citou.

Fonte: Governo MT – MT

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Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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