O Hospital Regional de Sinop, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou 2.607 procedimentos cirúrgicos no primeiro semestre de 2024.
Conforme balanço realizado pelo hospital, o número representou um aumento percentual de 74% de cirurgias realizadas no mesmo período de 2019, quando foi registrado um total de 1.491 operações.
O Hospital Regional, que está em fase final de modernização e já apresenta 98% das obras concluídas, oferece um atendimento ainda mais eficiente e ágil à população da região.
O paciente Wilton Ferreira da Silva, de 40 anos, realizou uma cirurgia de apendicite na unidade e destacou que, durante todo o período em que permaneceu no hospital, foi muito bem atendido por toda a equipe multidisciplinar.
“Há aproximadamente 60 dias, precisei fazer uma cirurgia de apendicite e fui muito bem atendido por toda a equipe, desde a enfermagem até os médicos. Fiquei internado por cerca de três dias. Gostei muito do atendimento do início ao fim. Recebi assistência de todos durante todo o período que estive na unidade”, afirmou.
A unidade possui quatro salas de cirurgia e 50 leitos cirúrgicos, que atendem as especialidades de ortopedia, cirurgia geral, neurocirurgia, cirurgia vascular, urologia, cirurgia pediátrica e cirurgia oftalmológica, além de realizar procedimentos cirúrgicos para captação de múltiplos órgãos. O hospital faz, em média, 434 procedimentos por mês.
“O Hospital Regional de Sinop é uma referência em saúde para a região Norte do estado. Para garantir a eficiência no atendimento aos pacientes, a unidade está passando por uma modernização em sua estrutura. As obras de melhoria já estão 98% concluídas e têm o objetivo proporcionar um atendimento de qualidade aos pacientes”, ponderou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
O diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, também destacou que a unidade se tornou referência na área de captação de órgãos. Das seis captações realizadas em todo o estado, três ocorreram na unidade administrada pelo Governo de Mato Grosso.
“Neste semestre, nos tornamos referência em captação de órgãos, realizando metade dos procedimentos de captação no estado. Nossa equipe preza pelo respeito e pela qualidade no momento delicado em que essas cirurgias são realizadas. Contamos com o apoio de diversas entidades, como a Central Estadual de Transplantes, a Central Nacional de Transplantes, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), a Polícia Militar e a Força Aérea Brasileira (FAB)”, disse.
O gestor ainda frisou que a unidade é referência de atendimento para 30 municípios da Macrorregião Norte, com cerca de 900 mil habitantes, que são encaminhados via Sistema de Regulação ou em caso de resgates de urgência e emergência.
“O acesso aos serviços da unidade ocorre por meio da regulação estadual, exceto para os pacientes trazidos diretamente pelos serviços de resgate das concessionárias ou pelas forças de segurança, como os bombeiros militares”, acrescentou.
Para o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, o Hospital Regional de Sinop segue um modelo de modernização e qualidade nos atendimentos prestados.
“No que se refere aos demais procedimentos cirúrgicos, o Hospital Regional de Sinop vem se especializando na realização de procedimentos de maior complexidade, em especial nas especialidades de cirurgia geral, ortopedia, neurocirurgia e urologia. Com essa evolução, a unidade oferece atendimentos complexos com alta qualidade, garantindo um cuidado médico avançado e eficaz para todos os pacientes”, finalizou.
Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.
A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.
Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.
Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.
A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.
A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.
Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.
A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.
No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.
A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.
Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.
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