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Estudantes de Mato Grosso participam do Parlamento Juvenil do Mercosul em Brasília

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Três estudantes da Rede Estadual de Ensino foram selecionados para participar do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) 2025. A etapa nacional do programa será realizada em Brasília, nos dias 27 e 29 de maio, reunindo jovens de todo o país para vivências legislativas, debates e ações de protagonismo juvenil.

O Parlamento Juvenil é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com os países do Mercosul e tem como objetivo promover a participação de jovens nas discussões sobre educação, direitos, cidadania, inclusão social e políticas públicas voltadas à juventude.

Para participar, os estudantes deveriam estar matriculados na 1ª ou 2ª série do Ensino Médio em escolas públicas (municipais, estaduais ou distritais) em 2024 e ter nascido entre setembro de 2007 e julho de 2011. As inscrições ocorreram em outubro do ano passado.

Os inscritos foram votados pela comunidade escolar e os selecionados foram: João Manoel Bolognani Silva, como o 1º colocado; Wellita Caroline de Almeida Martins, como a 2ª colocada e Giovane Prisco Rodrigues, como 3º colocado.

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Durante a etapa nacional, os estudantes participarão de simulações do processo legislativo, oficinas temáticas, rodas de conversa e atividades voltadas à construção de projetos voltados para a realidade escolar e comunitária.

A seleção dos representantes se deu com base em propostas de projetos apresentadas pelos próprios estudantes, com o tema “A integração regional e as mudanças climáticas”. Nesta etapa, será selecionado apenas um dos três estudantes de Mato Grosso que representará o Estado na etapa internacional, em agosto deste ano, em Foz do Iguaçu.

Para o secretário de Educação, Alan Porto, a participação de jovens mato-grossenses em espaços como o Parlamento Juvenil fortalece a democracia e valoriza a escuta ativa dos estudantes.

“É fundamental que nossos jovens sejam protagonistas e exerçam sua cidadania desde cedo. O Parlamento Juvenil é uma oportunidade única de vivenciar na prática como as políticas públicas são construídas e de propor mudanças reais para suas comunidades”, destacou.

Os projetos são:

  • João Manoel Bolognani: “Juventude e Sustentabilidade: Iniciativas para mudanças globais”, da Escola Estadual Mario Spinelli, de Pontes e Lacerda.
  • Wellita Caroline de Almeida: “Plantando para o Futuro: A Integração Regional e as Mudanças Climáticas”, da Escola Estadual Júlio Muller, de Barra do Bugres.
  • Giovane Prisco Rodrigues: “Matas Ciliares: Ação Educacional para Mitigar os Problemas Ambientais em Comodoro”, da Escola Estadual Cora Coralina, em Comodoro.
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Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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