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Entidades sociais recebem R$ 180 mil de programa de educação fiscal

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Quem pede a inclusão do CPF nas notas fiscais de bens e mercadorias e nos bilhetes de passagens rodoviárias exerce sua cidadania fiscal, concorre a prêmios e, ainda, pode ajudar uma entidade social de sua escolha. Somente no último sorteio do programa Nota MT, realizado na quinta-feira (13.04), mais de 260 instituições foram contempladas e, juntas, vão receber R$ 180 mil.

O montante corresponde a 20% das premiações que são sorteadas mensalmente, nos valores de R$ 500, R$ 10 mil, R$ 50 mil e R$ 100 mil. As entidades são escolhidas pelos usuários do Nota MT, no momento do cadastro, e devem estar registradas junto à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, destaca que esse é um dos retornos do Nota MT para a sociedade. O programa, que visa conscientizar o cidadão sobre a importância da educação e cidadania fiscal, contribui, ainda, com o combate à sonegação e tem esse viés social, por meio dos repasses às entidades.

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“O Nota MT é uma forma de incentivo à cultura da exigência da nota fiscal e da conscientização do cidadão sobre a importância dos impostos, que são revertidos em ações e serviços públicos Com o Nota MT e com cidadãos mais conscientes, toda a sociedade ganha, inclusive, àqueles que ajudam as pessoas, como é o caso das entidades filantrópicas que atendem todo o estado”, afirma o secretário.

Das 266 instituições indicadas pelos ganhadores do sorteio de quinta-feira (13.04), 35 estão localizadas em Cuiabá. As demais são de 57 cidades das quatro regiões do estado como Cáceres, Sinop, Rondonópolis e Barra do Garças.

A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC), de Cuiabá, foi a entidade que mais acumulou prêmios e vai receber R$ 52 mil. Já o Hospital de Câncer, também instalado na capital do estado, receberá R$ 26,4 mil. No interior, o Lar das Servas de Maria, de Cáceres, se destaca com R$ 12 mil a serem recebidos, aproximadamente.

Atualmente, o Nota MT conta com 233 entidades sociais cadastradas e ativas no programa. Todas trabalham com causas sociais importantes, oferecendo serviços e apoio para toda a população. Dentre elas estão APAEs, hospitais, centros sociais, escolas, centros espíritas, ONGs, casas de apoio e associações de proteção aos animais.

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Já foram destinados às entidades sociais cadastradas mais de R$ 5 milhões, no período de 2019, quando foi criado o programa Nota MT, até início de 2023. O valor repassado para cada instituição pode ser acompanhado no site do Nota MT, na opção “Entidades”.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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