Mais de 1.350 tabletes de entorpecentes foram interceptados e apreendidos pelas Forças de Segurança Pública, no final da tarde de segunda-feira (09.12), na região do município de Alto Taquari. O carregamento estava na carroceria de uma camionete Toyota Hilux.
A ação foi realizada pela Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar. Outros dois veículos que faziam a escolta da droga foram apreendidos. O condutor de um dos carros foi preso em flagrante delito.
A Polícia Rodoviária Federal recebeu denúncia sobre um carregamento de maconha proveniente de Mato Grosso do Sul. Diante das informações, foi solicitado apoio das Polícias Civil e Militar de Alto Araguaia, que passaram a monitorar as rodovias da região.
Durante as diligências, as equipes realizaram, nas proximidades da Serra Vermelha, no município de Alto Taquari, a abordagem do primeiro automóvel: um Fiat Palio que vinha como “batedor” do carregamento. O condutor foi detido em flagrante.
Em seguida, foram localizados o segundo automóvel, Fiat Uno, que também acompanhava a droga e a camionete Hilux que transportava 1.352 tabletes de maconha. No momento da abordagem os condutores da camionete e do carro abandonaram os veículos e fugiram para dentro da mata.
Conforme apurações preliminares, o Palio e o Uno pertencem a uma empresa locadora de carros. No interior deles haviam placas com os dizeres “Compra certa repasse de veículos abaixo do Fipe”, o que confirmou o vínculo entre os veículos.
Já a camionete Toyota Hilux apresentava registro de furto e no seu interior haviam outras placas de veículos, provavelmente para dissimular o trajeto utilizado pelos suspeitos e dificultar a ação da polícia.
Em seguida o motorista do Palio, de 47 anos, que fazia a escolta do carregamento, foi conduzido para delegacia, interrogado e autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
As investigações continuam visando identificar e prender os suspeitos que conduziam a camionete e o Fiat Uno, bem como outros possíveis envolvidos.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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