Tony Garcia divulga áudios de suposta conversa com Moro
O empresário Antonio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia, divulgou uma série de áudios neste sábado que revelam uma suposta conversa com Sérgio Moro (União Brasil). Neles, Moro e o réu combinam a melhor forma de divulgação de uma sentença dada pelo então juiz da Lava Jato. O vazamento ocorre três dias após o ministro Dias Toffoli ter mandado a PGR investigar o ex-deputado do Paraná.
Na postagem, Garcia escreve: “Confirmando que, eu, seu ‘réu’, tínhamos LIGAÇÕES PERIGOSAS nos bastidores de uma FALSA JUSTIÇA. Moro foi JUSTICEIRO CRIMINOSO [SIC], jamais juiz. Enquanto na magistratura foi um JUIZ LADRÃO [SIC]!”
EXCLUSIVO: Nova conversa entre @SF_Moro e Tony Garcia parte II. Confirmando que, eu, seu “réu”, tínhamos LIGAÇÕES PERIGOSAS nos bastidores de uma FALSA JUSTIÇA. Moro foi JUSTICEIRO CRIMINOSO, jamais juíz. Enquanto na magistratura, foi um JUÍZ LADRÃO! 📰 PARTE II | ÁUDIO I pic.twitter.com/DMNLJd8CVZ
Recentemente, Garcia relatou à imprensa que foi usado como “agente infiltrado” para gravar conversas de forma ilegal a pedido de procuradores e de Moro. Em outra postagem de seu Twitter, o empresário diz: “Agora todos sabem porque de Sérgio Moro, Januario Paludo, Deltan Dallagnol e Carlos Fernando não responderem nenhuma de minhas denúncias. Para os que queriam provas de eu ter sido agente infiltrado, começo a divulgá-las. TIC TAC TIC TAC!!!”
Entenda o caso
Investigado na Lava Jato, Tony Garcia assinou um acordo de colaboração premiada após ter sido investigado no caso Banestado por crimes de ordem tributária. O acordo foi suspenso pelo Ministério Público por “suposta omissão” do empresário.
Nesta quinta-feira, 6, após declarações de que Garcia teria trabalhado como “infiltrado” do juiz, o ministro Dias Toffoli autorizou a Polícia Federal a tomar o depoimento do ex-deputado.
O senador Sérgio Moro ainda não se pronunciou sobre o assunto.
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) informa que vai autorizar a relicitação do Terminal Pesqueiro Público (TPP) do Rio Grande do Norte. O certame, que está em processo de revisão, será conduzido em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Norte.
Vale ressaltar que, no dia 25 de junho, a sessão pública do leilão foi cancelada após a análise da B3/SP junto à habilitação da única empresa interessada no empreendimento. A mesma é de Natal e apresentou inconformidades na documentação, o que inviabilizou o ato de cessão.
O MPA reforça que o leilão não foi declarado como deserto e o Ministério uniu esforços junto ao Governo do RN para prosseguir com a concessão, uma vez que trará melhores condições de trabalho à comunidade pesqueira local e servicos prestados à população de forma mais eficiente.
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