Ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, em abertura do Encontro Anual Educação Já 2023
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, criticou neste domingo (25) a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. Segundo ele, a política monetária da instituição é “injustificável” e deve mudar ainda neste ano. A declaração foi dada ao programa Canal Livre, da BandNews.
Dias disse que é “ruim” para a independência do Banco Central (BC) manter o debate econômico na área política, mas disse ser necessária uma regra para baixar os juros.
“É ruim até para a independência do BC se eu tenho [alguém] ali usando instituição para prejudicar um governo pela política. Do outro lado, se quer baixar os juros sem nenhuma regra econômica, também é ruim”, afirmou.
Para o ministro, os dados positivos da economia fazem com que a tendência seja de que a instituição abaixe a Selic ainda nos próximos meses.
“Olhando todos os dados da economia, nesse momento não tem precedente para o que está acontecendo. Por isso acho que vai baixar. Vai baixar porque a sociedade não aguenta. Está matando a sociedade, está matando o comércio e está matando tudo”, disse Dias.
“Eu acho que este ano ainda, por regras técnicas, o Banco Central vai ter que sentar e tomar uma decisão por uma razão simples: nós temos uma economia em crescimento, saldo positivo de emprego em crescimento, inflação em baixa”, completou.
A taxa básica está em 13,75% ao ano desde agosto de 2022 no maior patamar desde 2016. A decisão era esperada, mas a nota da autoridade monetária frustrou expectativas do governo, que espera uma sinalização de uma futura redução na Selic.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
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