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Imposto da reforma tributária deve ser de 25%, diz Appy

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Bernard Appy
Agência Brasil

Bernard Appy

O secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, afirmou nesta terça-feira (18) que a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que será criado após a reforma tributária , deve ficar em torno de 25%.

“Alíquota pode ficar em torno desse nível que nós já estávamos trabalhando [25%]”, afirmou Appy em entrevista à GloboNews. “Eu não acredito que vai fugir muito desse número que já estávamos trabalhando [25%], mas vai depender do que vai acontecer com algumas variáveis”, completou.

As variáveis citadas pelo ministro são as exceções que ainda devem ser discutidas no Congresso Nacional. Quanto maior o número de excepcionalidades, maior deve ser a alíquota.

Além disso, existem fatores que podem fazer a alíquota cair, como grau de sonegação, elisão fiscal, inadimplência e litigo tributário.

“Esses fatores vão puxar a alíquota para baixo”, explicou Appy.

Na entrevista à GloboNews, Appy reconheceu que a alíquota do futuro IVA, mesmo em torno de 25%, será alta para padrões mundiais. “É alta para padrões mundiais, só que o Brasil já é um dos países que mais tributa o consumo no mundo, então a alíquota é a necessária para manter a arrecadação.”

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Atualmente a Hungria é o país da OCDE com maior imposto agregado, de 27%. A taxa brasileira, se ficar mesmo em 25%, poderá ser comparada a de países desenvolvidos como Dinamarca e Suécia.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou nesta segunda-feira (17) um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que apontava a alíquota do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) chegando a até 28%.

O estudo “Propostas de Reforma Tributária e seus impactos: Uma avaliação comparativa”, do pesquisador João Maria Oliveira, considera duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição): a PEC 45, com IVA único e nenhuma exceção, que entrou pela Câmara e previa alíquota de 25%, e a PEC 110, com dois tipos de IVA, apresentada no Senado, com alíquota de 26,9%.

O terceiro cenário inclui as exceções debatidas na Câmara, que fariam a alíquota chegar a 28,4%, caso sejam atendidos todos os pedidos de excepcionalidades.

Haddad disse que o estudo “não leva em consideração uma série de fatores”. Ele disse ainda que terá uma reunião nesta semana para alinhar a alíquota do imposto.

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“Por exemplo, não tem análise de impacto sobre sonegação fiscal, sobre evasão, sobre corte de gasto tributário. Tem uma série de questões que precisam ser levadas em conta para fixar a alíquota da reforma”.

Veja o que esperar da reforma tributária no Senado


Fonte: Economia

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Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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