ECONOMIA

Haddad diz que vai abrir ‘caixa-preta’ das renúncias fiscais

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Ministro da Fazenda,  Fernando Haddad
Oédson Alves/Agência Brasil – 05/04/2023

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (24) que vai abrir a “caixa-preta das renúncias fiscais” no Brasil. De acordo com o ministro, a União perde arrecadação de cerca de R$ 600 bilhões “em nome de meia dúzia que fazem lobby no Congresso e no Judiciário”.

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“Essas coisas precisam ser explicitadas. Quando eu falo isso, eu não estou buscando uma controvérsia, um ataque a quem quer que seja, eu estou só dando transparência para as coisas que a sociedade brasileira precisa acompanhar. A sociedade brasileira precisa saber para onde está indo o dinheiro dela”, declarou Haddad, em entrevista a jornalistas.

“Quando vai um médico para algum lugar, uma professora, você fica sabendo. Por que quando você abre mão de R$ 10 bilhões de arrecadação [por aprte de uma empresa] ninguém fica sabendo? Fica tudo escondido na caixa-preta das renúncias fiscais. Isso vai acabar”, completou.

Haddad disse que o Ministério da Fazenda vai explicitar quais as renúncias fiscais existentes, mas caberá ao Congresso decidir se elas serão mantidas. “Aí será uma decisão da sociedade às claras, ninguém está escondendo nada de ninguém. O que eu estou defendendo é a explicitação dos beneficiários”, disse ele. “As finanças públicas estão sendo corroídas por uma série de dispositivos completamente ilegítimos, e essas anomalias precisam ser corrigidas”, acrescentou.

Fonte: Economia

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Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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