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Datafolha: Para 80%, Lula acerta ao cobrar redução dos juros

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Lula abre fogo contra Banco Central em primeiro embate contra autonomia do BC
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Lula abre fogo contra Banco Central em primeiro embate contra autonomia do BC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acerta ao cobrar redução da taxa básica de juros (Selic ) para 80% dos brasileiros, segundo pesquisa do Datafolha. Atualmente, a Selic está em 13,75%, maior patamar desde novembro de 2016, tornando o Brasil o país com o maior juro real do mundo.

Para 16% dos entrevistados, o mandatário age mal, e 5% não souberam responder.

Entre os mais pobres (recebem até R$ 2.640) 85% dizem concordar com o petista. O apoio também é elevado entre quem tem até o ensino fundamental (84%), os desempregados e que estão sem procurar emprego (91%) e os que se declaram pretos (84%).

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Entre os que têm ensino superior, 24% afirmam que Lula age mal ao pressionar o BC; entre os empresários, 28%; entre os que se declaram brancos, 19%.

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Lula e integrantes do PT tem tido atritos públicos com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Além de questionar as decisões de política monetária, os governistas se queixam também da independência do Banco Central, aprovada em 2021.

No centro do embate está a taxa de juros. Para Lula e integrantes do PT “não há justificativa” para a manutenção da Selic em 13,75%. Na visão dos críticos, Campos Neto seria aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e estaria trabalhando contra o governo.

O Copom (Comitê de Política Monetária) mantém a Selic no atual patamar desde setembro de 2022, quando interrompeu um ciclo de 12 altas consecutivas. Para 71% dos brasileiros ouvidos pelo Datafolha, a taxa está maior do que deveria, enquanto 5% diz que está mais baixa do que deveria. Outros 17% consideram a taxa adequada.

Entre os que acreditam que a Selic está muito alta, 55% dizem que ela muito mais alta do que deveria, e apenas 16% consideram que está um pouco mais alta.

Até entre eleitores do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, 77% acreditam que a Selic está alta demais. Entre as regiões do país, essa opinião só fica abaixo dos 70% no Nordeste (67%).

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. O mercado financeiro acredita que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminará o ano em 5,69%, com a Selic fechando 2023 em 12,75%.

Fonte: Economia

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Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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