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Comissão do Senado aprova indicados de Lula ao Banco Central

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Ailton de Aquino Santos e Gabriel Galípolo foram aprovados por comissão
Pedro França/Agência Senado

Ailton de Aquino Santos e Gabriel Galípolo foram aprovados por comissão

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (4) as indicações do governo federal para que Gabriel Galípolo e Ailton Aquino dos Santos se tornem diretores do Banco Central (BC). Os nomes devem passar ainda nesta tarde pelo plenário da Casa.

Com 23 votos favoráveis e dois contrários, o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, foi aprovado para assumir o cargo de diretor de Política Monetária da instituição. Já o servidor de carreira do BC Ailton Aquino dos Santos teve 24 votos a favor e um contra para assumir a diretoria de Fiscalização.

Desde o começo do ano, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado a condução da política monetária do BC, que mantém a taxa básica de juros em patamar elevado de 13,75% ao ano desde agosto do ano passado.

Em sua fala durante a sabatina desta terça-feira, Galípolo disse aos senadores que “não cabe a nenhum economista, por mais excelência que tenha, impor o que ele entende ser o destino econômico do país à revelia da vontade democrática e dos seus representantes eleitos, que são os senhores”.

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Se os nomes forem aprovados pelo plenário do Senado, Aquino dos Santos se tornará o primeiro diretor negro da história do BC. “Para chegar à condição de indicado a um cargo tão relevante, foram muito obstáculos e desafios que um garoto negro, de família pobre, do interior da Bahia, teve que superar”, disse ele durante a sabatina.

Fonte: Economia

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Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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