ECONOMIA

Com recorde no agronegócio, PIB cresce acima do esperado pelo mercado

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Agropecuária puxou PIB para cima
secretaria de agricultura e abastecimento/divulgação

Agropecuária puxou PIB para cima

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (1º). A alta foi maior do que o que era esperado pelo mercado.

Em relatório divulgado no início da semana, o Citi projetava que o crescimento do PIB no primeiro trimestre seria de 1,1%, 0,8 ponto percentual abaixo do dado divulgado nesta quinta.

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Agronegócio

O resultado do PIB no primeiro trimestre foi impulsionado, sobretudo, pelo crescimento de 21,6% da agropecuária, maior alta para o setor desde o quarto trimestre de 1996. Segundo o IBGE, a agropecuária tem peso de aproximadamente 8% da economia do país.

Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil Investimentos, afirma que o agronegócio vem trazendo bons resultados para a balança em razão da grande demanda por commodities no mundo. O mercado esperava que o setor crescesse neste primeiro trimestre, mas não no nível que ocorreu.

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“Problemas climáticos impactaram negativamente a agropecuária ano passado e esse ano estamos com previsão de safra recorde de soja, que representa aproximadamente 70% da lavoura no trimestre, com crescimento de mais de 24% de produção. A safra da soja é concentrada no primeiro semestre do ano. Ao compararmos o quarto trimestre de um ano ruim com um primeiro trimestre bom, observamos esse crescimento expressivo da agropecuária”, analisa a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Além do agronegócio, o setor de serviços, que tem o maior peso no PIB, cresceu 0,6% noprimeiro trimestre. “A grande questão é se teremos fôlego para manter esse ritmo até o final do ano com uma Selic no patamar atual, o que pressiona empresas, consumidores e crédito”, pontua Idean.

Até o fim do ano

As projeções para o crescimento do PIB neste ano são variadas. Na última semana, o governo elevou a expectativa de alta de 1,61% para 1,91% até o final do ano.

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A visão do mercado, porém, é mais moderada. Analistas ouvidos pelo Banco Central no Boletim Focus esperam alta de 1,26% no PIB neste ano. Na última semana, a projeção era de 1,20%. Já o Citi elevou sua projeção de 0,3% para 1,0%.

Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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