As opções e os descontos atraentes, que chegam a R$ 8 mil, devem impulsionar os consumidores a comprarem veículos. Para o presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, é importante ter atenção e não se deixar agir por impulso.
Reinaldo orienta os consumidores a levarem em consideração não apenas o valor do carro em si, geralmente pago em parcelas, mas também todos os outros gastos que vêm junto com ele. “É preciso ter consciência sobre as diversas despesas envolvidas. As básicos são: prestações, seguro, combustível, manutenção, IPVA, licenciamento, lavagens e, até mesmo, possíveis multas”, alerta o especialista.
Por isso, antes de decidir se está na hora de comprar um carro novo, é necessário colocar todos os gastos na ponta do lápis, pesquisando preço de seguro, IPVA e licenciamento, calculando os gastos mensais com combustível e estimando um dinheiro extra para manutenção, lavagens e possíveis multas.
Além disso, Reinaldo orienta os consumidores a avaliarem se realmente precisam de um veículo novo. “Vejo que muitos mantêm o carro apenas por status e o resultado é o endividamento ou a necessidade de devolver esse bem. Há famílias que possuem mais de um carro e deixam um deles parado na garagem, sem perceber que estão perdendo dinheiro”, afirma.
O especialista lembra, ainda, que comprar um carro não deve ser considerado um investimento, já que o bem sofre desvalorização assim que deixa a concessionária.
Perfis de consumidores
Outra orientação aos consumidores é analisar o próprio perfil antes de comprar um carro. Aos endividados, o conselho é não comprar enquanto tiver outras dívidas ativas. “Se possuir um carro for uma vontade grande, ela deve entrar na lista dos sonhos, a ser adquirido no médio ou longo prazo”, afirma Reinaldo.
Já para quem está equilibrado financeiramente, sem dívidas mas sem sobras, é necessário atenção, fazendo as contas e criando uma reserva antes de comprar um carro novo. “Basta um descuido e elas passam facilmente para a lista dos endividados, minando todas as chances de realizar seus sonhos, sejam eles de curto, médio ou longo prazos”, diz Reinaldo.
Já para quem tem dinheiro guardado, é necessário avaliar se a aquisição de um novo veículo já estava no planejamento. “Se sim, é hora de pesquisar com calma e paciência todas as opções de carro que agrada, avaliando pontos fortes e fracos. De qualquer forma, é essencial refletir sobre a real necessidade da compra e analisar as finanças”, aconselha o especialista.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.