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Sorriso oficializa pedido de municipalização de algumas vicinais

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Com a mudança, vias podem ser concessionadas

O prefeito Ari Lafin, junto a uma comitiva de representantes sorrisenses, debateu, nesta segunda-feira (29 de maio), com o vice-governador Otaviano Pivetta, a possibilidade de ações para manter a boa infraestrutura de estradas vicinais. Como já adiantado na semana anterior, Ari solicitou que o Governo entregue para a gestão municipal algumas vias estaduais que cortam Sorriso.

O objetivo? Concessionar estes trechos e permitir manutenções frequentes para que as vias, que foram revitalizadas, ou estão sendo pavimentadas agora, possam estar sempre com asfalto de qualidade.

No caso das estradas que cortam a comunidade Barreiro, que antes da revitalização já contava com uma praça de pedágio, o processo buscado, junto ao Estado, é a municipalização destes trechos das MTs 443 e 487.

Já nas MTs 485 e 490, além da alternativa “municipalização”, os sorrisenses também buscam verificar se é possível somente que o Estado “delegue” ao Município a responsabilidade pelas estradas. “Seja qual for a forma legal para estes processos, o que estamos colocando aqui é a necessidade de mantermos estas vias, pavimentadas, sempre em boas condições, e nossos produtores rurais também entendem que a melhor saída para isso é a cobrança de pedágio”, contextualizou Ari.

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Integram a comitiva sorrisense os secretários Ednilson Oliveria (Cidade), José Carlos Moura (Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil) e Milton Geller (Obras e Serviços Públicos); o procurador-geral da Prefeitura, Eslen Parron; o assessor jurídico Daniel Melo; e o vereador Diogo Kriguer.

Nesta agenda, o time sorrisense foi reforçado pelo assessor técnico da Intervias, Paulo Costa, e pelo produtor rural Ailan Dal Molin. O deputado estadual Beto Dois a Um também participou da reunião, assim como os procuradores estaduais Felipe Florêncio e Aníbal de Castro.

Mais que garantir a manutenção constante das vias que estão pavimentadas (ou estão com a intervenção quase pronta), o prefeito também busca parceria com o Estado para trazer a realidade do asfalto para outras estradas, como a Sodema, a Linha Norte e Travessa Morocó.

O caminho que vinha sendo trilhado para pavimentar as vias era o programa estadual Agroestrada, encerrado no ano passado. “Estamos empenhados, junto aos produtores, e agora estamos aqui, no Governo do Estado, buscando informações e traçando alternativas para podermos tirar do papel estes processos, por meio de parcerias de sucesso, como, por exemplo, as obras na MT 485 e na MT 490”, comentou o prefeito.

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Veja também:

Na capital:

https://site.sorriso.mt.gov.br/noticia/prefeito-pede-que-sorriso-seja-elevada-categoria-de-risp-6474b7f480576

Sobre as estradas:

https://site.sorriso.mt.gov.br/noticia/sorriso-quer-municipalizar-estradas-do-barreiro-assim-como-mts-485-e-490-646e3eba06523

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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