Lucas do Rio Verde

Audiência pública debate as quedas de energia em Lucas do Rio Verde

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As constantes quedas e oscilações de energia elétrica foram debatidas na noite desta quinta-feira (05), no auditório do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde. A audiência pública, requerida pelo deputado Cláudio Senna, contou com a participação do prefeito Miguel Vaz e representantes da Energisa, Procon, Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT), Ministério Público Estadual (MPE), Câmara Municipal, entre outros.

Durante o evento, o prefeito Miguel Vaz comentou sobre as reclamações dos consumidores e disse que o tema já foi debatido anteriormente por ele e pela direção da Energisa.

“Nosso papel como poder executivo primeiramente é dialogar, sempre com o objetivo de defender os interesses do município e, obviamente, sempre trabalhar em prol da qualidade do serviço prestado pela concessionária. Eu tive a oportunidade de discutir esse tema com a direção da concessionária Energisa aqui no município, mas eu entendo que o nosso município cresceu mais de 80% nos últimos 12 anos. As empresas crescem também. Nos últimos três anos saltamos de 6 mil para 12 mil empresas instaladas no município e, com isso, a demanda é forte. Como prefeito, como poder público, estarei à disposição para contribuir para que a solução seja sempre a melhor para o consumidor”, pontuou.

O prefeito ainda comentou sobre a sugestão que ele apresentou à empresa na última reunião, realizada em outubro de 2023, onde ele se reuniu com o diretor presidente da Energisa, Gabriel Alves Pereira Júnior e demais membros da direção da empresa.

“Sugerimos à Energisa a construção de uma outra subestação, na região sul do município, para que a subestação existente no setor industrial não se sobrecarregue. Inclusive, nos colocamos à disposição para a doação de uma área para essa construção. A ideia foi bem aceita pela Energisa à época”, enfatizou o prefeito.

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O gerente regional da Energisa, Matheus Galvão, explicou que em 2023 foram aplicados em manutenção de rede R$ 850 mil e em 2024 serão R$ 1 milhão no município. Também disse que, no máximo em 20 dias, a empresa responderá todos os questionamentos apresentados na audiência.

“Temos investimento que é previsto somente para manutenção e também os que são previstos para a expansão de rede, para a ligação de novos clientes, isso vale para a área urbana e rural. Todos os números levantados vamos dar a devolutiva, seja de manutenção, seja de expansão de rede, seja de aumento de carga, o que for nós vamos trazer para todos nos próximos 20 dias, com um cronograma, porque a gente sabe que não consegue executar tudo ao mesmo tempo”.

De acordo com o deputado Claudio Senna, os problemas de queda e oscilação de energia elétrica acontecem na área urbana e na zona rural. “Convocamos a Energisa e tivemos a presença de autoridades e da população para essa audiência para cobrar da concessionária a resolução. Lucas do Rio Verde é uma cidade que cresce anualmente. Hoje temos 100 mil habitantes e nós não aguentamos mais esse desrespeito por parte da Energisa com o nosso consumidor”.

Ação governamental

Em Lucas do Rio Verde foi criada a categoria “Residencial Baixa Renda”, através da Lei Complementar nº 257, de 11 de outubro de 2023, do poder executivo, para benefício no pagamento da COSIP. Para esta categoria, com consumo até 74,99 KW, há isenção de COSIP. Consumo maior ou igual a 75 KW pagam a metade do valor da categoria Residencial. Consumidores localizados em Zona Rural, fora do perímetro urbano e das agrovilas, independente das classes de consumo definidas pela ANEEL, também são benenficiados.

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O beneficio segue as mesmas regras da Tarifa Social de Energia Elétrica – TSEE, criada pela Lei n° 10.438, de 26 de abril de 2002 https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/tarifas/tarifa-social

Quem tem direito?

Para ter direito ao benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), deve ser satisfeito um dos seguintes requisitos:

Família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – Cadastro Único, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo nacional; ou idosos com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais ou pessoas com deficiência, que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC, nos termos dos arts. 20 e 21 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993; ou família inscrita no Cadastro Único com renda mensal de até 3 (três) salários-mínimos, que tenha portador de doença ou deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla) cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica.

Como solicitar o benefício?

Com a regulamentação da Lei nº 14.203/2021 e a assinatura do protocolo entre a ANEEL e o Ministério da Cidadania (MC), a Tarifa Social será concedida automaticamente, a partir de janeiro de 2022, para as famílias que têm direito. Portanto, não é mais necessário solicitar à distribuidora.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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Agricultores luverdenses participam de oficina para elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar

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Agricultores familiares de diferentes comunidades, representantes do Sebrae, Empaer, Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (Cooperlaf), Sicredi e demais instituições participaram, na manhã desta sexta-feira (4), da Oficina de Elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar.

O encontro é uma das etapas para a construção do documento que irá estabelecer diretrizes e ações para o desenvolvimento da agricultura familiar em Lucas do Rio Verde. A elaboração do plano é precedida por um diagnóstico do setor no município e, nesta etapa, busca reunir produtores e demais atores para levantar demandas e propostas.

O prefeito Miguel Vaz participou da abertura da oficina e destacou a importância de ouvir os agricultores para definir os avanços que precisam ser colocados em prática.

“É um momento importante de colher as informações e as demandas. Já temos um diagnóstico de onde estamos e, agora, essa etapa é justamente para ouvir as demandas. Os cinco eixos vão colher essas informações, que depois serão avaliadas e encaminhadas para aprovação”, explicou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

O prefeito também ressaltou a necessidade de fortalecer a capacidade de geração de renda no campo, especialmente por meio da agregação de valor à produção.

“Como eu sempre costumo dizer, a agricultura familiar não pode só produzir; além de produzir, tem que ter rentabilidade. Uma das formas inteligentes é processar aquilo que é produzido lá, por meio da pequena agroindústria. Isso agrega valor à produção e fortalece a agricultura familiar”, ressaltou.

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Cinco eixos

Durante a oficina, os participantes trabalharam cinco eixos que nortearão a elaboração do plano: Sustentabilidade; Agregação de Valor e Comercialização; Assistência Técnica e Extensão Rural; Regularização Ambiental e Fundiária; e Governança e Controle Social.

De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, a participação dos agricultores é fundamental para que o documento seja construído de forma democrática e alinhada à realidade do município.

“Daqui vão sair ideias e propostas para que a gente possa compilar e trazer para dentro do plano e, claro, pensar na agricultura familiar nos próximos 10, 20 ou 30 anos aqui no município”, destacou.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)

Felipe também lembrou que a agricultura familiar vem ampliando sua participação na economia local. “O agricultor já deixou de ser um agricultor de subsistência. Hoje, a gente chama o produtor da agricultura familiar de um empresário do campo. Ele vende na merenda escolar, está no comércio atacadista e varejista, participa dos programas de aquisição de alimentos e está se organizando em associações e cooperativas”, observou.

Entre os temas que serão contemplados pelo plano estão a regularização fundiária das propriedades, a assistência técnica e extensão rural, a agroindustrialização, além de ações voltadas à comercialização e ao fortalecimento da produção.

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A oficina foi conduzida pelo consultor do Sebrae, Carlos Eduardo Carvalho. Segundo o consultor, a participação dos agricultores é essencial para que o plano reflita as necessidades reais de quem está no campo.

“O objetivo é atender o produtor da melhor maneira possível, considerando os recursos disponibilizados pelos órgãos públicos. Esse levantamento envolve infraestrutura, logística, estradas, certificações, selos, agregação de valor e comercialização”, explicou.

Carlos avalia que o fortalecimento da agricultura familiar passa pelo equilíbrio entre os aspectos ambiental, econômico e social. “Tudo isso é feito para que essas famílias possam, de alguma maneira, ser sustentáveis no campo. A parte econômica também é um chamativo para a sucessão e a parte social é importante para que esses pequenos produtores possam permanecer no campo”, destacou.

A elaboração do plano também atende a uma exigência do Estado relacionada ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), e tem como principal objetivo estabelecer diretrizes que atendam às necessidades dos agricultores familiares do município.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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